Música Celtica

Exercícios Terapêuticos

Exercícios Terapêuticos
O universo está em constante movimento. O movimento significa vida. O movimento de uma espiral de energia vitaliza a célula única que marca o início de nosso tipo de vida humana. À medida que esse tipo de vida evolui, nós nos constituímos em um ser que constantemente troca energia com o cosmo. À medida que esta energia passa através de nós, ela nos alimenta, nos nutri e cria o movimento interno e externo de nossas vidas. Na expressão natural deste intercâmbio encontramos nossa saúde. O intercâmbio de energia é aumentado pelo movimento, e o movimento perfeito do corpo é uma extensão do interior para o exterior enquanto recebe estímulos que movem do exterior para o interior. (Greg Broòshy)

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26.7.13

Um terço dos casos de câncer de garganta é causado por HPV

23 de julho de 2013 (Bibliomed). O papilomavírus humano (HPV), além de ser a principal causa do câncer de colo do útero, é responsável por um terço dos casos de câncer de garganta. A afirmação parte de pesquisadores norte-americanos e britânicos.
O estudo envolveu 638 participantes, dos quais, 180 tiveram câncer oral, 135 de orofaringe, 247 de hipofaringe/laringe e 300 de esôfago. Além desses, foram selecionados 1.599 controles.
Foram coletadas amostras de plasma pré-diagnóstico em média seis anos antes do diagnóstico de câncer.  Os participantes do grupo controle foram analisados para anticorpos contra várias proteínas de HPV 16, bem como de HPV6, HPV11, HPV18, HPV31, HPV33, HPV45 e HPV52.
Ao final do estudo, os pesquisadores detectaram a presença de uma das principais proteínas do HPV, conhecida como E6. A proteína desativa o sistema de proteção das células, que previne contra o câncer, mas a detecção de anticorpos que indicam a presença de HPV superara as defesas.
Publicado no Journal of Clinical Oncology, o estudo mostrou que 34,8% das pessoas com câncer de garganta tinham os anticorpos do HPV, em comparação com 0,6% das pessoas sem tumores.
Os resultados indicaram que a infecção pelo HPV-16 pode ser uma causa significativa do câncer da orofaringe, na parte do meio da faringe, para trás da boca, que inclui um terço da língua, palato mole, as paredes laterais e traseiras da garganta e amígdalas.
Dos mais de 100 tipos de HPV existente, duas linhagens, HPV-16 e HPV-18, são os responsáveis por causar câncer de colo do útero e câncer oral.
Fonte: Diário da Saúde, 21 de julho de 2013

20.7.13

Açafrão

O assunto de hoje são os benefício medicinais do açafrão. Mas antes é necessário explicar algumas diferenças entre os vários tipos de açafrão. O tema deste artigo é a planta conhecida cientificamente como Curcuma longa, que se assemelha ao gengibre. Outro tipo de açafrão é o Crocus sativus, também chamado de açafrão verdadeiro, flor de hércules ou açafrão oriental. Há também aCurcuma zedoaria, que, diferentemente daCurcuma longa, tem flores avermelhadas e é popularmente nomeada de falso açafrão.
Para evitar confusão, é importante  enfatizar que estamos falando do açafrão tumérico, conhecido também como gengibre amarelo. Ele é originário da Índia e foi trazido para o Brasil pelos europeus. Entre os chineses e indianos, o açafrão é usado milenarmente com fins medicinais, mas aqui seu uso mais comum é o culinário.
Açafrão da Terra
Imagem do açafrão da terra

Propriedades Medicinais

Várias pesquisas comprovam o que a medicina milenar oriental já afirma há muito tempo: o açafrão da terra traz vários benefícios para a nossa saúde. Para início de conversa, a planta funciona como um antibiótico natural, ou seja, é capaz de combater diferentes doenças causadas por bactérias. O açafrão também protege o fígado, estimula a produção de enzimas hepáticas e tem mostrado efeitos positivos na redução de cálculos biliares.
A curcumina, substância encontrada no açafrão, é foco de muitos estudos científicos. Ela pode prevenir o aparecimento de diversos tipos de tumores, controla os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue e melhora a digestão. Outros componentes do açafrão também são fundamentais para o nosso organismo, como o caroteno, o ácido ascórbico (ou vitamina C), o sódio, o potássio, o ferro e o fósforo.

Usos e Contraindicações

A decocção da raiz pode ser aplicada diretamente sobre a pele como cicatrizante e anti-inflamatório. O extrato da planta também é indicado para doenças hepáticas e problemas digestivos. Na cozinha, é possível usar o curry, tempero indiano, de cor amarelada, que é preparado com o açafrão tumérico. Mas apesar de todos esses benefícios, não se pode abusar do consumo da planta, pois a ingestão em excesso pode interferir no sistema nervoso e causar abortos.

Fonte: Receita Natural

14.7.13

Vermes


Almanaque de Bichos que dão em Gente



CAPÍTULO 12: VERMES: ASQUELMINTOS NEMATÓDEOS 
Ascaris lumbricoides
Lombrigas são cobrinhas redondas, leitosas ou rosadas, que medem 20 a 40 centímetros, têm vida sexual, liberam até 200.000 ovos por dia e duram em média um ano. Vivem no intestino delgado (jejuno e íleo) e se alimentam do quimo intestinal, isto é, daquilo em que se transformou a comida depois de sair do estômago. O diagnóstico é feito pela presença de ovos nas fezes. A transmissão se dá pelos ovos, que saem de um hospedeiro e entram em outro através de água, mãos, comida ou poeira contaminadas; moscas e baratas ajudam no transporte
Ciclo de vida: os ovos se abrem no intestino delgado e liberam larvas, que logo penetram nas paredes intestinais, mergulham na corrente sanguínea e seguem nela até os pulmões; ali desembarcam e passam a percorrer as vias respiratórias até atingir a traquéia e a faringe, por onde descem até chegar de novo ao intestino delgado, onde em 60 dias se tornam sexualmente ativas e começam a reprodução.
Os sintomas só aparecem quando a infecção é média (30 a 40 lombrigas) ou grande (mais de 100), e são: irritabilidade, desconforto, indigestão e fraqueza; olheiras, ranger de dentes à noite, coceira no nariz, edema, urticária, manchas claras circulares (panos) na pele, convulsões epileptiformes e alergias diversas; irritação na parede intestinal; inquietação e sobressaltos no sono, apetite irregular, perda de peso, cólicas súbitas ou desconforto intestinal, às vezes diarréia; tosse e coriza; anemia e desnutrição.
Sem tratamento, a população de lombrigas pode crescer a ponto de obstruir o intestino (é o chamado "bolo de lombrigas"). A passagem das larvas pelos pulmões provoca hemorragia nos delicados vasos sanguíneos, o que gera uma resposta inflamatória com edema, e a consequência provável é acúmulo de líquido nos pulmões e pneumonia, muitas vezes fatal. Mais: lombrigas invadem e bloqueiam os dutos pancreáticos ou biliares, causando pancreatite e hepatite agudas; perfuram o intestino delgado e provocam peritonite de consequências imprevisíveis.
Saem pelas fezes ou pela boca quando a criança tem febre. Às vezes sobem até os tubos respiratórios e provocam engasgo. Também são sensíveis a anestesia – há pacientes cirúrgicos que, na sala de recuperação, botam pela boca e até pelo nariz os vermes que abandonam o corpo.
Intestino preso pode fazer os ovos amadurecerem e eclodirem dentro do próprio hospedeiro, multiplicando por milhares as chances de problemas graves.
Quando o vermífugo é impróprio ou a dose é muito pequena as lombrigas fogem pelo primeiro buraco que aparece: vão para o apêndice cecal, causando apendicite aguda; obstruem o canal-colédoco (que liga o fígado ao duodeno), causando hepatite aguda; entopem o canal de Wirsung, causando pancreatite aguda; ou saem pelos orifícios da cabeça, que Deus nos livre.
OXIÚROS
Enterobius vermicularis
Oxiúros são brancos, finos como fios de linha, medem 1 centímetro de comprimento. Normalmente vivem no intestino grosso (ceco e apêndice), mas também são encontrados na vagina, no útero e na bexiga das mulheres.
As fêmeas deixam milhares de ovos ao redor do ânus, causando coceira e prurido, principalmente à noite. A auto-reinfestação e infestação geral da família acontecem pelas mãos, e principalmente unhas, que vão lá coçar e voltam cheias de ovinhos invisíveis que se espalham no ar, nos objetos, na tampa do vaso sanitário; podem ser ingeridos ou inalados; amadurecem no intestino delgado e abrem-se soltando larvas que viajam para o cécum, no intestino grosso; as larvas adultas copulam, põem ovos e repetem o ciclo.
Outros sintomas: sono agitado, palidez, falta de apetite, dor de estômago e corrimento vaginal com intensa coceira se os vermes conseguirem migrar para a vulva. Provocam alterações súbitas de humor durante a lua nova.
Não se faz exame de fezes para oxiúros; o teste é feito com uma fita adesiva – apertar um pedaço da fita sobre o ânus durante alguns segundos; retirar, colar na lâmina e olhar no microscópio. Usar um plástico na mão para evitar (re)infecção.
Se alguém da casa tem oxiúros, é provável que todos tenham. O tratamento deve ser coletivo, e é importante fazer uma higiene radical no banheiro, bem como em lençóis, toalhas, assentos e roupas. Como sempre, é fundamental lavar as mãos antes de comer, usar unhas curtas, não roê-las...
Vaselina pura, dentro e ao redor do ânus, melhora a coceira, e dizem que a aplicação do vermífugo é mais eficiente no último quarto de lua.
É um protozoário minúsculo, muito difícil de diagnosticar, que entra no organismo junto com os ovos de oxiúros. Provoca cólicas freqüentes, dores abdominais, fezes pastosas uma ou mais vezes por dia e intolerância a alimentos como chocolate e cerveja, o que pode levar o diagnóstico para o fígado. Para confirmar suspeitas de Dientamoeba é preciso colher as fezes no laboratório e examiná-las ainda quentes.
ANCILÓSTOMOS (AMARELÃO)
Necator americanus e Ancylostoma duodenale
Esta é a verminose dos que andam descalços, e o apelido de Amarelão descreve a situação de uma criança anêmica, que provavelmente come terra e é barriguda porque também tem lombrigas. O amarelão é causado principalmente por Necator americanus e Ancylostoma duodenale, cujas larvas entram pelos pés ou pernas do hospedeiro, provocando uma coceirinha na hora. Levam de cinco a trinta minutos para entrar e mais alguns dias para viajar até os pulmões pela circulação sanguínea. Nesse estágio o sintoma é uma tosse seca, com ou sem sangue. As larvas saem das vias respiratórias com a tosse e são engolidas, pelo próprio hospedeiro ou por quem recebe os perdigotos. Quando chegam ao intestino delgado se tornam adultas. Medem 1 centímetro e têm na boca vários dentes em forma de gancho, que usam para perfurar a mucosa intestinal e se alimentar de sangue. O macho e a fêmea copulam e ela pode produzir de 10 mil a 25 mil ovos por dia, que saem com as fezes e se abrem dois dias depois, liberando as larvas.
Calcula-se em 800 milhões o número de pessoas infectadas atualmente no mundo. Cada uma hospeda mil ou mais vermes do amarelão, podendo perder para eles até um copo (200 ml) de sangue por dia. O resultado disso é uma grave anemia, que mata crianças e pode levar adultos a muitas outras complicações.
As larvas das espécies A. caninum e A. braziliense infectam, respectivamente, cães e gatos. Podem penetrar nos tecidos humanos, mas não conseguem virar vermes adultos. Ficam migrando nos tecidos durante semanas ou meses, caracterizando, junto com a Toxocara, o que se chama de Larva migrans ou bicho geográfico.
LARVA MIGRANS
Toxocara canis, T. cati, Dipylidium caninum, Ancylostoma caninum, A. braziliense
Qualquer um desses vermes provoca a mesma doença - a Larva migrans é exatamente o que o nome sugere, uma larva migrando pelo corpo do hospedeiro errado; só viraria adulta nos intestinos de cães e gatos. O contágio se dá através de ovos em solos contaminados pelas fezes dos animais. O período de incubação dentro do corpo humano varia de semanas a meses após a ingestão do ovo.
larva migrans cutânea invade só a pele, causando erupções geralmente nos pés, pernas e nádegas; os primeiros sinais são irritação ou bolhinhas a partir das quais vão surgindo túneis subcutâneos bem visíveis, de diferentes desenhos e comprimentos, que aumentam um centímetro por dia e motivam o apelido de bicho geográfico.
larva migrans visceral se aprofunda e afeta os pulmões, provocando sintomas tipo bronquite, asma, tosse, coriza e febre; o fígado aumenta de tamanho e a eosinofilia vai de moderada a importante; as larvas podem invadir olhos, coração e sistema nervoso central.
Os sintomas são perda de apetite, febre, tosse, nariz escorrendo, erupções na pele, fígado e baço aumentados, dores abdominais, lesões oculares e problemas de visão.
FILÁRIAS
Wuchereria bancrofti
Há vários tipos de filárias, vermes fininhos que parasitam os sistemas circulatório e linfático, os músculos e as cavidades serosas. W. bancrofti é a filária que causa a doença conhecida como elefantíase. O verme adulto mora nos gânglios linfáticos dos humanos, e a fêmea produz e libera no sangue microfilárias, que são embriões avançados. Quando algum mosquito transmissor pica o hospedeiro ingere as microfilárias, que dentro dele se transformam em larvas infectantes e invadem outro humano através da pele quando o mosquito pousa. Entram no sistema linfático, vão para os nódulos e repetem o ciclo.
Os principais mosquitos transmissores são os anofelinos, também vetores da malária, e o Culex pipiens fatigans. O diagnóstico é feito através de exame de sangue, colhido à noite.
Infestações repetidas podem bloquear os dutos e gânglios linfáticos, levando a acúmulo de linfa e edema dos tecidos. Os vermes adultos tendem a preferir os gânglios da virilha, então a doença é freqüentemente marcada por grande desfiguração dos genitais e das pernas.
O parasita Brugia malayi é muito semelhante à Wuchereria bancrofti e também causa elefantíase. A ocorrência maior da doença é na África central e no sul e sudeste da Ásia.
DIROFILÁRIA
Dirofilaria immitis
É um verme canino por excelência, mas dá em outros animais e é freqüente em humanos. O ciclo de transmissão depende de mosquitos de muitas espécies, entre elas Aedes, Culex e Mansonia. Os parasitas adultos são grandes, medindo até 25 cm de comprimento; vivem tipicamente na artéria pulmonar de cães e gatos e no lado direito do coração, provocando insuficiência respiratória, tosse crônica, vômitos e inflamação do músculo cardíaco; podem matar. As microfilárias são encontradas no sangue.
Nos humanos, a dirofilária é considerada um dos mais importantes parasitas zoonóticos (que transmitem doenças de outros animais). Um caso recente, publicado na Internet, conta de um homem de 40 anos que foi para o hospital com dores muito fortes do lado esquerdo do peito. Os exames mostraram uma massa isolada do tamanho de uma bola de tênis na parte de baixo de seu pulmão esquerdo, que à primeira vista foi considerada um tumor. Abriu-se e era uma dirofilária.
ONCOCERCOS
Onchocerca vulvulus
É a filária da pele e dos olhos, e a doença, oncocercose, tem o nome popular de "cegueira dos rios". Dá em muitas partes do mundo – África, Arábia, América Central, México e norte da América do Sul, e só na África se calcula que 18 milhões de pessoas estejam infectadas. O transmissor é o borrachudo, um mosquitinho preto da espécieSimulium, que ganha as microfilárias quando pica um humano doente. Dentro dele elas se desenvolvem e já são larvas infectantes quando ele pica o próximo humano. Ao contrário da maioria, estas não migram: ficam ali mesmo, no lugar da picada, e vão crescendo. A resposta do hospedeiro vem rápida e forma uma cápsula fibrosa em volta dos vermes, que assim mesmo podem chegar a 50 cm de comprimento. Essa cápsula tem a aparência de um nódulo subcutâneo; lá dentro a fêmea produz microfilárias, que se morrerem na pele causam uma dermatite severa acompanhada de despigmentação, e se morrerem nos olhos, para onde migram freqüentemente, causam cegueira. Em regiões onde a doença é endêmica, 30 a 40% da população não enxergam. O apelido de cegueira dos rios se deve ao fato de que os mosquitos borrachudos se desenvolvem nas margens dos rios.
No Brasil a oncocercose ocorre especialmente na Amazônia, onde os índios yanomamis vêm sendo as principais vítimas. (atualização 2010)
ANISAKIS
Anisakis spp.
Estes são parasitas do estômago, às vezes do intestino, de mamíferos marinhos. Produzem ovos que saem nas fezes do hospedeiro e são ingeridos por um crustáceo, dentro do qual soltam larvas. O hospedeiro definitivo é infectado de duas formas: quando ingere crustáceos infectados, ou quando come o peixe que ingeriu o crustáceo – as larvas se hospedam temporariamente na carne do peixe.
Para os humanos, o perigo é ingerir as larvas junto com o peixe cru, salgado ou marinado. Congelar mata as larvas, cozinhar também, mas se o peixe não for bem cozido, as larvas continuam vivas.
Anisakíase gástrica ou intestinal pode dar sintomas como dor aguda, náusea e vômito. Dor de estômago logo depois de comer peixe cru pode ser uma larva penetrando nas mucosas estomacais, onde vai causar úlcera e hemorragia. Às vezes ela desce e penetra na parede do íleo, que é a última parte do intestino delgado. Há casos em que o verme adulto perfurou o intestino delgado, causando peritonite fatal.
Quando for comer sushi e sashimi, olho no peixe. Colocando os filezinhos contra a luz você veria as larvas, mas também estragaria o prato. Que fazer? Comer bastante wasabi (pasta de raiz-
forte) e gengibre: são substâncias quentes, fortes e tóxicas para as larvas.
TRIQUINA
Trichinella spiralis
Este é um verme comum em muitos animais. A contaminação de humanos se dá quando as larvas são ingeridas junto com carne crua ou mal cozida. Em poucas semanas elas se tornam vermes adultos; os machos morrem depois de fertilizar as fêmeas, que também morrem depois de parirem as larvinhas. Estas entram na corrente sanguínea do hospedeiro e acabam chegando aos músculos, onde ficam vivendo até serem comidas por alguém, e repete-se o ciclo. Sua presença nos músculos incomoda muito e dói, embora não seja grave. Com freqüência instalam-se no diafragma, grande músculo que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal, provocando um mal-estar insuportável que acaba exigindo hospitalização. A dra. Clark suspeita de que as larvas da triquina na pele é que dão acne.
No Brasil, a contaminação costuma se dar pela carne de porco mal cozida (incluindo salsichas, lingüiça, patês, salgados e defumados).
Os primeiros sintomas, sete a dez dias após a infecção: perda de apetite, náusea, vômitos, diarréia e cólicas abdominais.
Nos estágios posteriores, rosto e pálpebras inchados, dores musculares, pele ardendo e coçando, suores, febre alta com calafrios, pequenas manchas pretas ou azuis na pele, hemorragia no branco dos olhos.
No estágio final os sintomas regridem, mas alguns tecidos musculares permanecem infectados por cistos minúsculos.
Nas crianças, a infecção avançada pode provocar perturbações cardíacas, respiratórias e do sistema nervoso.
TRICUROS, TRICOCÉFALOS
Trichuris trichiura e T. vulpis
Existem mais ou menos 60 espécies de tricurídeos que infectam mamíferos; dentre eles, o Trichuris trichiura afeta especialmente humanos e o Trichuris vulpis prefere os caninos, embora infecte humanos também. Ambos são parecidíssimos e têm os ovos idênticos. Seu corpo mais fino na porção anterior se enterra nas células do intestino grosso do hospedeiro; vivem vários anos; a fêmea, que cresce até 50 cm, pode pôr mais de 10 mil ovos por dia. Esses ovos saem nas fezes do hospedeiro e se tornam infectantes três semanas depois, mas só se abrem no intestino delgado de alguém, deixando sair as larvas que migram para o intestino grosso e se tornam vermes adultos.
Produzem sintomas leves, como disenteria ou diarréia ocasionais, e graves, como anemia e prolapso retal. Infestações grandes em crianças atrasam o desenvolvimento físico e mental.
ESTRONGILÓIDES
Strongyloides stercoralis
Este é diferente: parasita o intestino delgado humano mas pode ter vida livre e procriar na terra. As larvas saem de um hospedeiro junto com as fezes e entram em outro pela pele dos pés. São carregadas pela corrente sanguínea até a região dos pulmões, invadem a traquéia, migram para o trato digestivo e se instalam no intestino delgado para amadurecer e produzir ovinhos.
Somente fêmeas são encontradas nos tecidos superficiais do intestino delgado humano. Elas produzem outras larvas por partenogênese, sem fertilização, e estas saem nas fezes do hospedeiro. A presença de uma larva nematódea nas fezes é que caracteriza a estrongiloidíase. Uma vez do lado de fora, algumas larvas se desenvolvem para a vida livre e outras se reafirmam parasitárias. As livres vão completar seu desenvolvimento no solo e amadurecer como machos e fêmeas que copulam e produzem mais larvas, algumas livres e outras parasitárias.
Quando o hospedeiro tem o intestino preso, as larvinhas que já iam sair permanecem no trato intestinal tempo bastante para se desenvolver até o estágio infectante; atravessam as paredes do intestino, entram na circulação e se desenvolvem como se tivessem penetrado na pele. Essa auto-infecção pode provocar sintomas fortíssimos, já que o número de larvas é sempre muito grande.

 Sonia Hirschm 

9.7.13

Fique alerta com as principais causas de depressão

Veja como evitar esse mal identificando predisposições à doença

POR CAROLINA GONÇALVES - PUBLICADO EM 12/08/2011
A depressão não tem hora nem lugar para aparecer. Pode surgir em qualquer pessoa independente do sexo, idade, condição social ou econômica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Porém, apesar disso, já é sabido pela ciência que alguns fatores podem facilitar o aparecimento dessa patologia. Veja aqui os gatilhos mais comuns da depressão e saiba evita-los ou trata-los para fugir dessa doença. 
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DE 9
Neurotransmissores alterados - Foto Getty Images
Neurotransmissores alterados 
Pessoas com taxas muito alteradas de determinados neurotransmissores, como serotonina e noradrenalina, tem mais chances de sofrer depressão. Segundo o psiquiatra do Hospital Santa Cruz Edson Hirata, isso acontece justamente por que a doença se desenvolve por conta da falta desses neurotransmissores, que são responsáveis pela comunicação entre os neurônios na área do cérebro responsável pelas emoções - o sistema límbico.

Quando uma pessoa nasce com esses neurotransmissores naturalmente baixos, o sistema límbico e sua percepção das emoções ficam comprometidos, podendo causar a depressão. "A queda destes neurotransmissores no sistema límbico é a base bioquímica da doença", afirma o especialista. 
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Fatores genéticos 
"A genética tem forte influência no desenvolvimento da depressão", conta o psiquiatra Edson Hirata. Estudos mostram que se um dos pais tem depressão o risco do filho sofrer dessa doença é três vezes maior. "Se ambos os pais tem depressão, o risco do filho desenvolver depressão é de 75%", completa.

Isso acontece por conta de alguma alteração genética que torna a pessoa mais vulnerável a eventos estressantes, que causam uma queda dos níveis de serotonina. Ainda estão sendo desenvolvidas pesquisas para encontrar algum gene específico responsável pelo aparecimento da depressão. 
depressão - Foto Getty Images
Mulheres sofrem mais 
As mulheres têm o dobro de chance de vir a desenvolver o distúrbio, isso por conta da instabilidade hormonal a que estão sujeitas. Além disso, as mulheres estão mais sujeitas à ocorrência de eventos estressantes, como o parto. 
idosos - Foto Getty Images
Atenção aos idosos 
É fato que a idade não é um fator determinante para o aparecimento da depressão, porém, estudos comprovam que a incidência da doença é maior entre a população idosa. De acordo com o psiquiatra Edson Hirata, "o fato de idosos terem mais doenças físicas, usarem mais medicamentos e frequentemente ficarem mais isolados socialmente aumenta o risco de depressão nesta faixa etária".

Por isso, fique atento aos seus parentes com idade mais avançada, principalmente àqueles que moram sozinhos. 
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Doenças crônicas 
Vivenciar um estresse constante, sofrer com dores, debilitação ou incapacitação física, medo de morrer e alterações no estilo de vida são alguns dor problemas que um portador de doença crônica sofre. Quem não ficaria depressivo com tantas complicações?

"Além disso, alguns medicamentos usados para doenças crônicas, como o câncer, podem favorecer surgimento de sintomas da depressão", alerta o psiquiatra Edson Hirata.

Porém, se por um lado a doença crônica aumenta o risco de depressão, a depressão também aumenta o risco de doenças físicas. "Por exemplo, quem tem depressão corre o dobro do risco de desenvolver doença coronariana e infarto do miocárdio, em comparação com pessoas que nunca tiveram a doença".

Vale lembrar que o risco de mortalidade em pacientes com câncer ou doença cardíaca aumenta muito se o paciente desenvolve depressão. Por isso existe uma série de iniciativas em hospitais para tornar a estadia do paciente o mais agradável possível. 
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Traumas 
Situações traumatizantes como sequestros, abuso sexual e violência são pontos chave para o surgimento da depressão, principalmente em pessoas que tenham antecedentes familiares da doença.

"É importante apontar que pesquisas recentes mostraram que crianças vítimas de violência e abuso sexual têm risco aumentado de desenvolver depressão quando se tornam adultas", diz o psiquiatra Edson Hirata. Porém, vale lembrar que esse tipo de evento pode acontecer em qualquer momento da vida. Por isso é importante o acompanhamento médico na fase pós-traumática, a fim de que ele oriente a vítima e evite o desenvolvimento dessa patologia. 
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Eventos estressantes 
Qualquer tipo de evento estressante, seja bom ou ruim, pode desencadear depressão. Desde muita pressão no trabalho, até organizar um casamento, passando por problemas familiares, estresse com os estudos, divórcios e gravidez. Lembrando que nesses casos a incidência também é maior em pessoas que tenham parentes próximos com depressão.  
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Medicamentos e seus efeitos colaterais
"Inúmeros medicamentos podem levar a depressão" afirma o psiquiatra Edson Hirata. De acordo com ele, merecem destaque os medicamentos para emagrecer como anfepramona, fenproporex e os derivados de anfetamina.

Por isto o médico deve perguntar sobre histórico de depressão da família ou qualquer outro fator de risco antes de receitar um medicamento com esse tipo de efeito colateral.  
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Abuso de álcool e outras drogas 
O consumo de álcool e outras drogas como maconha ou cocaína são importantes gatilhos para depressão. De acordo com o psiquiatra Edson Hirata, essas drogas levam a uma sensação de euforia por conta descarga de neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina. Após algumas horas, quando o efeito das drogas diminui, nosso organismo sofre uma queda brusca dessas substâncias, o que explica porque a pessoa sente uma profunda tristeza após o uso de drogas.

Fonte: Minha Vida. 

6.7.13

Açucar

Brasileiros exageram no consumo de açúcar

Estatísticas indicam que 60% dos brasileiros consomem mais açúcar que o recomendado pelo Ministério da Saúde

O IBGE, em sua última análise de consumo alimentar, verificou que a ingestão de açúcar entre os brasileiros tem aumentado. De acordo com a pesquisa, mais de 60% das pessoas estão ingerindo uma quantidade do produto maior do que o recomendado pelo Ministério da Saúde. 

A instituição concluiu também que 82% da população ultrapassa o consumo ideal de gordura saturada. No caso dos açúcares, o maior nível de ingestão ocorre entre os adolescentes. Já a gordura saturada é mais consumida entre os idosos (80% deles consume mais que o limite tolerável). Os vilões apontados como os causadores de tais aumentos são os biscoitos recheados, os salgadinhos industrializados, as pizzas, os doces e os refrigerantes. 

Os pesquisadores também avaliaram o consumo do colesterol, considerado menor entre as mulheres. No caso das proteínas, todas as classes apresentaram quantidades satisfatórias nas dietas. 

Por Solange Bagdadi