Música Celtica

Exercícios Terapêuticos

Exercícios Terapêuticos
O universo está em constante movimento. O movimento significa vida. O movimento de uma espiral de energia vitaliza a célula única que marca o início de nosso tipo de vida humana. À medida que esse tipo de vida evolui, nós nos constituímos em um ser que constantemente troca energia com o cosmo. À medida que esta energia passa através de nós, ela nos alimenta, nos nutri e cria o movimento interno e externo de nossas vidas. Na expressão natural deste intercâmbio encontramos nossa saúde. O intercâmbio de energia é aumentado pelo movimento, e o movimento perfeito do corpo é uma extensão do interior para o exterior enquanto recebe estímulos que movem do exterior para o interior. (Greg Broòshy)

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30.6.13

Dizem que quanto mais água se bebe, mais bonita é a pele. Mas, será que isso é verdade? Será que existe uma quantidade exata de água a ser consumida diariamente para manter a pele viçosa?

Apesar de a quantidade de água recomendada ser diferente de um país para o outro, o conselho é sempre o mesmo: o consumo de água mantém a pele hidratada. Por mais surpreendente que pareça, existem poucas evidências científicas que confirmam essa teoria. A falta desses estudos se dá, principalmente, por questões financeiras: como a água não pode ser patenteada, poucas instituições se interessam em financiar estudos sobre ela.
Se não existem muitas provas de que consumir muita água faz bem à pele, o fato é que a falta de água prejudica a elasticidade da mesma, o que pode causar ressecamentos e rugas.
Então, pode-se concluir que, mesmo que não se existam provas de que beber muita água deixe a pele bonita, consumir menos do que a quantidade indicada pelas autoridades de saúde pode torná-la menos atraente.


Fonte: Boletim Informativo de Boa Saúde

28.6.13

SEDENTARISMO

A PREGUIÇA HUMANA

Drauzio Varella
Mal desembarquei no aeroporto Santos Dumont, dei de cara com uma jiboia contorcida que avançava em passo de procissão. Era uma fila longa e grossa constituída por mulheres com trajes formais e homens de terno escuro, ejetados pelos aviões que aterrissavam no primeiro horário da manhã.
Usuário contumaz da ponte aérea que liga São Paulo ao Rio, jamais havia me deparado com aquela aglomeração ordeira. Assim que a jiboia fez a curva, saí de lado para enxergar a origem do congestionamento. Não pude acreditar: a fila desembocava na boca da escada rolante; ao lado dela, a escada comum, deserta como o Saara.
Imaginei que houvesse alguma razão para tanta espera, quem sabe a escada mecânica estivesse obstruída; mas como não percebi qualquer obstáculo, caminhei na direção dela. Não fosse a companhia de um rapaz de mochila nas costas, dois degraus à minha frente, eu teria descido no desamparo.
Se ainda fosse para subir pela escada rolante, o esforço maior e a transpiração àquela hora da manhã talvez justificassem a falta de iniciativa. Os enfileirados, no entanto, berrando nos celulares, em pleno vigor da atividade profissional, recusavam-se a movimentar as pernas mesmo para descer. Caso perguntássemos para aquele povo se a vida sedentária faz bem à saúde, todos responderiam que não. Pessoas instruídas estão cansadas de ler a respeito dos benefícios que a atividade física traz para o corpo humano: melhora as condições cardiorrespiratórias, reduz o risco de doenças cardiovasculares, reumatismo, diabetes, hipertensão arterial, câncer, degenerações neurológicas, etc.
Por que, então, preferem aguardar pacientemente, a descer um lance de degraus às custas das próprias pernas? Por uma razão simples: o exercício físico vai contra a natureza humana. Que outra explicação existiria para o fato de o sedentarismo ser praticamente universal entre os que conseguem ganhar a vida no conforto das cadeiras?
A preguiça para movimentar o esqueleto não é privilégio de nossa espécie: nenhum animal adulto gasta energia à toa. No zoológico, você jamais encontrará uma onça dando um pique aeróbico, um gorila levantando peso, uma girafa galopando para melhorar a forma física. A escassez milenar de alimentos na natureza fez com que os animais adotassem a estratégia de reduzir o desperdício energético ao mínimo.
A necessidade de poupar energia moldou o metabolismo de nossa espécie de maneira tal, que toda a caloria ingerida em excesso será armazenada sob a forma de gordura, defesa do organismo para enfrentar as agruras dos dias de jejuns prolongados, que porventura possam ocorrer.
Por causa dessas limitações biológicas, se você é daquelas pessoas que espera a visita da disposição física para começar a fazer exercícios com regularidade, desista. Ela jamais virá. Disposição para sair da cama todos os dias, calçar o tênis e andar até o suor escorrer pelo rosto, nenhum mortal tem. Ou você encara a atividade física com disciplina militar, ou esqueça dela. Na base do quando der eu faço, nunca dará.
Falo por experiência própria. Sou corredor de distâncias longas há muitos anos. Às seis da manhã, chego no parque, abro a porta do carro e saio correndo. Não faço alongamento antes, como deveria, porque se ficar parado, esticando os músculos, volto para a cama. Durante todo o percurso do primeiro quilômetro, meu cérebro é refém de um pensamento recorrente: não há o que justifique um homem passar por esse suplício. Daí em diante, as endorfinas liberadas na corrente sanguínea tornam o sofrimento mais suportável. Mas, o exercício só fica bom, de fato, quando termina. Que sensação de paz e tranquilidade! Que prazer traz a certeza de que posso passar o resto do dia sentado, sem o menor sentimento de culpa.
Se perguntasse às pessoas daquela fila, por que razão levam vidas sedentárias, todas apresentariam justificativas convincentes: excesso de trabalho, filhos que precisam ir para a escola, obrigações familiares, trânsito, falta de dinheiro, violência urbana.
No passado, diante desses argumentos, eu ficava condoído e me calava. Os anos de profissão mudaram minha atitude, entretanto: escuto as explicações em silêncio, mas não me comovo com elas. O coração vira uma pedra de gelo. No final, quando meu interlocutor pergunta como poderia encontrar tempo para a atividade física regular, respondo:
– Isso é problema seu.

18.6.13

Fibromialgia tortura mais de 4 milhões de pessoas no país

Daniel Feldman médico reumatologista

Essa doença caracteriza-se por dores no corpo, fadiga e alterações no sono. Ataca sobretudo mulheres, mas pode ocorrer também em homens. Não se sabe a causa, mas acredita-se que seu cérebro, pela diminuição da serotonina, perde a capacidade de regular a dor e os impulsos são interpretados erroneamente. Calcula-se que atinja 3% das mulheres e 0,5% dos homens adultos.

Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica sem inflamação. O paciente sente dores no corpo inteiro. Não consegue nem dizer onde é, porque logo a dor aparece em outro local. Para caracterizar-se a doença, porém, é preciso haver dor por pelo menos três meses.

Dois outros sintomas estão presentes em mais de 80% dos casos: fadiga incapacitante e distúrbio do sono. Altera a qualidade, não a quantidade. Mesmo dormindo normalmente, o paciente diz que dorme mal e acorda cansado.

Doentes queixam-se, ainda, de formigamento principalmente nas mãos, nos pés e no meio das costas; sensação de inchaço; dores de cabeça; alterações no funcionamento do intestino – ora está preso, ora apresenta diarréia.

A fibromialgia é uma doença predominamente feminina – a proporção é de 20 mulheres para um homem. Manifesta-se em qualquer idade, mas sobretudo entre os 40 e os 60 anos. Talvez em decorrência da diminuição dos hormônios femininos na menopausa.

Acredita-se que esses pacientes percam a capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. O controle da dor é feito pela serotonina, substância produzida no próprio cérebro. Sabe-se que os portadores de fibromialgia têm menos serotonina. Assim, muitos dos impulsos que chegam e saem do cérebro são identificados erroneamente como dor.

A diminuição de serotonina pode ser provocada por infecções virais, traumas físicos e emocionais graves. Essas causas se misturam nos pacientes e não dá para precisar qual a que provoca a doença.

Além do mais, mulheres que têm fibromialgia são perfeccionistas e detalhistas. Até ficarem doentes, são as melhores no trabalho, supermães e supermulheres em casa. Quando se iniciam os problemas, desmoronam e a auto-estima desaba. Quanto mais a perdem, mais aumentam os sintomas.

Chegam ao consultório apavoradas. Têem dor há muito tempo, nenhum médico descobre do que sofrem e acham que vão morrer. Às vezes, concluem que não podem estar com doenças graves há tanto tempo e não ter acontecido nada. Além do mais, amigos e familiares dizem que não têem nada e estão inventando. Passam a se achar loucas. Apavorando-se. A situação complica-se pois passam por muitos médicos, que, desinformados, não identificam a doença e dizem que o problema é somente psicológico.

Calcula-se que a doença atinja 3% das mulheres e 0,5% dos homens adultos nos Estados Unidos. Estima-se que os números do Brasil sejam iguais, o que daria mais de 4 milhões de pacientes.

Pessoas que tenham dores freqüentes, não identificáveis, devem procurar um reumatologista. Não se pode dizer que fibromialgia tenha cura, pois não se sabe a causa. Mas é possível controlá-la.

A doença não é identificável com exames. O diagnóstico é sempre clínico. O médico faz um exame físico no paciente. Há 18 pontos doloridos no corpo dos fibromiálgicos, como o músculo trapézio, nos ombros; dos dois lados do pescoço; dos glúteos; na região das juntas dos braços e das pernas, entre outros. Dores em 11 pontos são indicados como fibromialgia. Mas isso não basta. È preciso fazer exame de sangue para detecção de doenças que causam dores generalizadas, como o diabetes, o câncer e os problemas da tireóide.

Quando o médico detecta a fibromialgia,e deixa claro para o paciente que ele não é louco, já ocorre 20% de melhora. Melhora mais 20% quando fica sabendo que, apesar de dolorosa, a doença não mata. Os outros 60% a medicina nem sempre tem cura.

O único tratamento eficaz para a diminuição da fadiga e das dores e a regularização do sono são exercícios aeróbicos, como caminhar. Reequilibram o sono, elevam o nível de serotonina e melhoram a produção de hormônios femininos. Tem de ser feitos a vida toda.

Igualmente importante é uma mudança de atitudes pelos doentes. Não podem continuar perfeccionistas e detalhistas, exigindo-se demais. É fundamental, ainda, continuar no emprego. Deixá-lo poderia causar baixa ainda maior de auto-estima.

Essas medidas resolvem de 50% a 60% dos casos. Para o restante, é necessário o uso de medicamentos. O principal é o antidepressivo tricíclico em doses baixas. Eleva os níveis de serotonina e funciona como analgésico.



15.6.13

Afirmações

"...Aprenda a pensar em afirmações positivas. Afirmação é qualquer declaração que você faz. Pensamos em afirmações negativas com uma frequência exagerada. As afirmações negativas só servem para criar mais do que você não quer. Dizer: "Odeio meu emprego" não o levará a nenhum lugar. Declarar: "Agora aceito um ótimo emprego novo" abrir os canais na sua consciência que criarão esse fato. 


Faça sempre afirmações positivas sobre como quer que seja sua vida. Um aviso importante: Use sempre o tempo presente nas suas declarações, como "sou" ou "tenho". Sua mente subconsciente é um servo tão obediente que, se você afirmar usando o futuro, como "serei" ou "terei" é lá que sempre ficará o que deseja fora do seu alcance, no futuro!..."

Fonte: Você pode curar a sua vida

            Louise Hay

14.6.13

Terapia hormonal com estrogênio e progesterona aumenta risco de câncer de mama

Doença é que mais mata mulheres segundo Ministério da Saúde

E a polêmica sobre a terapia hormonal continua. Agora, um novo estudo, realizado por pesquisadores do Los Angeles Biomedical Research Institute no Harbor-UCLA Medical Center, EUA, garante que mulheres submetidas à terapia hormonal com estrogênio e progesterona desenvolvem maior risco de contrair câncer de mama. 

O estudo foi realizado com 42 mil mulheres com idade entre 50 e 70 anos, já vivenciando o período da menopausa. Foram 11 anos de avaliações. Do total, cerca de 25 mil não faziam a terapia hormonal e mais de 16 mil tomaram estrogênio e progesterona, denominada de terapia hormonal combinada. 

Ao fim do estudo, foi constatado que mais de 2.200 mulheres contraíram câncer de mama. E as que se submeteram a terapia hormonal combinada tiveram ainda mais propensão a ter a doença que mais provoca óbitos femininos no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde são mais de 10 mil mortes por ano. Por isso o autoexame e a mamografia são exames fundamentais para a detecção da doença. 

Por Yasmin Barcellos - (bemstar.globo.com)


7.6.13

Chá de Casca de Laranja

É quase impossível encontrar alguém que não goste de laranja. A fruta cítrica, comum nos países tropicais, é bastante famosa por conter vitamina C, mas seus benefíciosnão param por aí. Ela também é composta por cálcio, potássio, ferro, magnésio, fósforo, vitamina A e do complexo B, alta quantidade de fibras e diferentes substâncias antioxidantes. Devido a esses componentes, a laranja previne infecções, ajuda a regular a pressão arterial, estimula a circulação sanguínea e melhora a digestão.
Depois de fazer um delicioso suco de laranja, a dica é guardar as cascas da fruta para preparar o chá que ensinaremos a seguir. O remédio caseiro é diurético, ajuda no emagrecimento, combate a má digestão e ainda ameniza a ansiedade e o nervosismo.     
                               
                                                         
                                      






Nada de jogar as cascas da laranja fora!

Você vai precisar de:

  • Cascas de 1/2 laranja
  • 1 litro de água

Modo de Preparo:

Antes de fazer o chá, lave bem as cascas. Depois ferva-as por cerca de 5 minutos, desligue o fogo e espere amornar. Coe e guarde em uma garrafa com tampa.

Posologia

Beba de 3 a 4 xícara do chá de cascas de laranja ao longo do dia.

Fonte: Receita Natural

 O que são ovos caipira? Conheça as diferenças entre produtos

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012, 09:44:49
GeralOvos
Galinhas poedeiras para produção de ovos caipira são criadas em ambiente e manejo diferenciado. Elas ficam soltas, ciscam, comem capim, verduras e insetos (são ótimas para exterminar aranhas). Recebem complementação alimentar em forma de uma ração feita pelo próprio produtor, pois apenas milho e alimento verde não suprem sua necessidade de vitaminas e minerais. Esta ração leva, entre outros, soja (não transgênica), visto que esta leguminosa tem o mais alto teor de proteína vegetal (cerca de 30%), evitando que a produção de ovos caia nos meses de dias mais curtos (maio a agosto). Sim, as galinhas põem mais ovos quando os dias são mais longos e vice-versa. A ração das galinhas caipiras não leva aditivos de crescimento nem antibióticos. Elas recebem algumas vacinas e são tratadas com homeopatia quando ficam doentes, o que raramente acontece quando vivem num ambiente sem estresse.
É verdade que só ovos vermelhos são caipira? Não. A cor dos ovos depende da raça da galinha, então os ovos caipiras podem ser tanto brancos quanto vermelhos. E as galinhas caipiras são todas de uma raça só? Também não. Elas podem ser de diferentes raças, o que diferencia seus ovos é o modo como foram criadas e alimentadas, ou seja, o ambiente e o manejo diferenciados.
A presença dos galos na criação caipira é muito importante, apesar de comerem mais que as galinhas e não botarem ovos, pois as galinhas se comportam mais tranquilas, “ficam mais felizes” e isso tem importância fundamental também no aspecto sanitário, visto que o estresse é reconhecidamente um fator que predispõe para doenças que acabam causando grandes prejuízos na avicultura.
É importante não confundir: existem também as “verdadeiras” galinhas caipira, de raça indefinida, que somente ciscam, recebendo no máximo algum milho como complementação alimentar, porém estas põem muito menos ovos (uns 70/ano contra 300/ano das galinhas caipira de criação) e ovos pequenos, de modo que não são comercialmente viáveis.
Os ninhos das aves poedeiras são colocados no interior de um galpão, forrados preferencialmente com cavacos de madeira e palha de arroz, e devem ser higienizados regularmente. As galinhas não costumam sujar seus ninhos, portanto os ovos só se sujam quando rolam para fora do ninho. Neste caso devem ser descartados, pois lavá-los poderia contaminá-los, uma vez que sua casca é porosa. Também ovos rachados devem ser descartados, pois existe o risco de contaminação por salmonelas.
Ovos orgânicos são produzidos da mesma forma, com a restrição que as galinhas recebem somente alimentação orgânica. Além disso, para poder receber a denominação de orgânica, a criação tem que passar por um processo de certificação para toda a cadeia produtiva, incluindo todas as etapas que acontecem depois que o ovo é posto – manuseio, embalagem, armazenamento e transporte – devendo respeitar também as normas da vigilância sanitária, que são extremamente rígidas por se tratar de alimento de origem animal.
Isto significa que o produtor deve ter em sua propriedade uma sala toda azulejada de um tamanho mínimo com entrada separada para produtos e pessoas, com câmara fria, entre outros. Os pequenos produtores não têm recursos para isto, então vendem seus ovos como caipira, mesmo que sua alimentação seja orgânica e os animais vivam soltos.
Praticamente, só as granjas que produzem ovos em grande escala tem a infraestrutura exigida pela Anvisa. Lá as galinhas são mantidas em gaiolas e se movimentam tão pouco que suas pernas frágeis não conseguem carregá-las quando são soltas. Elas recebem ração industrializada que contêm antibióticos, ou seja, estes são usados de modo preventivo para que as galinhas não fiquem doentes, uma vez que qualquer ambiente em que muitos seres vivos são confinados em pouco espaço favorece a disseminação de viroses. Além disso, as galinhas são debicadas, um procedimento doloroso feito para que as galinhas não machuquem umas às outras; a agressividade é comum no ambiente estressante em que os animais são mantidos.
Assim, o ovo caipira vem de animais mantidos de forma natural, que os respeita como seres vivos e não vê neles somente um fator de produção. Há uma preocupação com o bem-estar dos animais e certamente uma galinha feliz produz ovos mais saudáveis e gostosos!!
Fonte:  Portal Itu.com.br


4.6.13

Monsanto

Movimentos sociais vencem Monsanto em processo criminal


Na última quinta-feira (23), desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) absolveram, por unanimidade, cinco militantes acusados injustamente pela transnacional Monsanto de serem mentores e autores de supostos crimes ocorridos em 2003.


Latuff
Latuff
A transnacional entrou como assistente de acusação na ação criminal em resposta à manifestação de 600 participantes da 2ª Jornada de Agroecologia, que ocuparam a sede da empresa, em Ponta Grossa, para denunciar e protestar contra a entrada das sementes transgênicas no Paraná e as pesquisas ilegalmente realizadas.

Foram acusados Célio Leandro Rodrigues e Roberto Baggio, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Maria Tardim, à época integrante da Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA), Darci Frigo, da Terra de Direitos, e Joaquim Eduardo Madruga (Joka), fotógrafo ligado aos movimentos sociais. Em claro sinal de criminalização, a transnacional atribuiu à manifestação, feita por mais de 600 pessoas, como responsabilidade de apenas cinco pessoas, usando como argumento a relação genérica dos acusados com os movimentos sociais.

Em sentido contrário, a decisão do TJ demonstra o reconhecimento da legitimidade dos sujeitos coletivos de direitos na sociedade brasileira. Segundo José Maria Tardim, coordenador da Escola Latina Americana de Agroecologia e da Jornada de Agroecologia do Paraná, o ato na sede da Monsanto em 2003 e posterior ocupação permanente da área chamaram a atenção em âmbito nacional e internacional para a ilegalidade das pesquisas com transgênicos.

Nos anos seguintes às denúncias, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e equipe técnica ligada ao governo do estado realizaram vistorias detalhadas nos procedimentos da transnacional. Foram confirmadas ilegalidades que violavam a legislação de biossegurança vigente.

A área ficou ocupada por trabalhadores sem terra durante aproximadamente um ano. Neste período, os camponeses organizaram o Centro Chico Mendes de Agroecologia e cultivaram sementes crioulas. Para Tardim, a agroecologia é o “caminho da reconstrução ecológica da agricultura, combatendo politicamente o modelo do agronegócio e do latifúndio”.

Criminalização

A denúncia da Monsanto se fundamentou apenas em matérias jornalísticas, sem qualquer outra prova. Assim com outras ações judiciais que utilizam a mesma lógica, o processo está baseado na criminalização de integrantes de movimentos sociais em situações de manifestação.

A empresa participou como assistente privada no processo, o que ocorre excepcionalmente em processos criminais, já que o Ministério Público entrou como titular. “Esse caso demonstra o grande risco das grandes empresas começaram a tomar o papel do estado. Elas desequilibram a situação pelo peso econômico e político que exercem no estado”, avalia Darci Frigo, coordenador da Terra de Direitos, considerando também a influência da Monsanto sobre o parlamento para a aprovação de legislações no Brasil.

Os trabalhadores foram defendidos pela Terra de Direitos, com apoio do professor Juarez Cirino dos Santos. O Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos se pronunciou ao longo do processo contra a criminalização dos militantes. Do outro lado, a Monsanto contratou o escritório do Professor René Dotti para fazer a acusação.

Quem é Monsanto


A transnacional Monsanto está em mais de 80 países, com domínio de aproximadamente 80% do mercado mundial de sementes transgênicas e de agrotóxicos. Em diferentes continentes, a empresa acumula acusações por violações de direitos, por omissão de informações sobre o processo de produção de venenos, cobrança indevida de royalties, e imposição de um modelo de agricultura baseada na monocultura, na degradação ambiental e na utilização de agrotóxicos.

No Brasil, a invasão das sementes geneticamente modificadas teve início há uma década, com muita resistência de movimentos sociais, pesquisadores e organizações da sociedade civil. No Paraná, a empresa Monsanto usou a via da criminalização de militantes como forma de responder aos que se opunham aos transgênicos.

Mundo contra a Monsanto
Mais de 50 países aderiram à “Marcha contra Monsanto” no último sábado (25), em protesto contra a manipulação genética e a monopólio da multinacional na agricultura e biotecnologia. A campanha contra a empresa teve como estopim o suicídio de agricultores indianos, que se endividam após serem forçados pelo mercado a ingressar na lógica de produção do agronegócio, tornando-se, anos mais tarde, reféns das sementes geneticamente modificas, agrotóxicos e outros insumos vinculados a esta lógica produtiva.

Com sede no estado de Missouri (EUA), a Monsanto desponta como líder no mercado de sementes e é denunciada nesta marcha por não levar em consideração os custos sociais e ambientais associados a sua atuação, além de ser acusada de biopirataria e manipulação de dados científicos em favor dos transgênicos.

A empresa é líder mundial na produção de agrotóxico glifosato, vendido sob a marca Roundup. O Brasil é o segundo maior consumidor dos produtos da Companhia, ficando atrás apenas da matriz americana. O lucro da filial brasileira em 2012 foi de R$3,4 bilhões.

Syngenta


No Paraná, a transnacional Syngenta também foi denunciada pelos movimentos sociais por realizar experiências e plantio ilegal de transgênicos no município de Santa Tereza do Oeste, na área de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Durante a ocupação da área, seguranças contratados pela empresa assassinaram um trabalhador rural sem terra. Seis anos depois, o caso segue impune.

O Ibama impôs multa de um milhão de reais à empresa pela realização de experimentos ilegais com transgênicos na área, porém, o valor não foi pago até hoje. A luta dos movimentos sociais resultou na desapropriação da área para a criação do Centro de Agroecologia, que leva o nome do militante assassinado, Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno.

Assista o documentário "O mundo segundo a Monsanto" produzido pela francesa Marie-Monique Robin. O documentário foi lançado em 2008 e denuncia a gigante dos transgênicos.:



Fonte: Com Terra de Direito

2.6.13

Tabagismo


O tabagismo é uma das principais causas de doença em todo o mundo, sendo estimadas mais de 400.000 mortes a cada ano devido a esse hábito, somente nos EUA. Além disso, a exposição passiva ao tabagismo parece ser responsável por aproximadamente 40.000 mortes por ano, devido a doenças cardíacas. O tabagismo é, também, uma das principais causas de doenças não-fatais, como a osteoporose, as rugas, a doença ulcerosa péptica, a impotência e complicações da gravidez.
A maioria dos tabagistas aceita o fato de que o tabagismo é perigoso, porém pensam que o risco atua como se fosse uma roleta: acreditam que cada cigarro que fumam é como se fizessem uma aposta. O “prêmio” seria um ataque cardíaco, câncer de pulmão ou outra doença. Se seu “número” for sorteado, você terá a doença; se seu número nunca aparecer, você pode evitar os efeitos maléficos do cigarro e viver toda a vida não sendo afetado pelo cigarro. No entanto, esse é um conceito errado. Todo cigarro que um indivíduo fuma afeta o organismo do mesmo. A verdade é que, quanto mais se fuma, maior será o malefício. Parar de fumar e se manter assim é difícil, porém não é impossível.
Riscos do Tabagismo
- Câncer de pulmão: o risco de câncer de pulmão aumenta aproximadamente 50% a 100% para cada cigarro fumado por dia.
- Doença cardíaca: o risco aumenta aproximadamente 100% para cada maço de cigarro consumido por dia.
- Cigarros de filtro: a troca para consumo de cigarro de filtro (ao invés de cigarro de palha) reduz o risco de câncer de pulmão em cerca de 20%, mas não reduz o risco de doença cardíaca.
- Os tabagistas passam 26% mais de tempo internados e mais de duas vezes em centros de terapia intensiva (CTI), quando comparados aos indivíduos que não fumam.
- Cada cigarro consumido relaciona-se a menos 5-20 minutos de vida.
- Os tabagistas apresentam um risco duas vezes maior de morrer antes dos 65 anos, em comparação aos não-tabagistas.
- Além do que já foi citado, o tabagismo se associa a aumento do risco de diversas outras doenças, como cânceres da região da cabeça e pescoço, câncer de bexiga e de pâncreas, osteoporose, doença ulcerosa, enfisema, entre outras.
Benefícios da Cessação do Tabagismo
A cessação do tabagismo apresenta efeitos importantes e imediatos na saúde de homens e mulheres de qualquer idade. Quando mais cedo a pessoa pára de fumar, maior o benefício. Sabemos que os indivíduos que param de fumar antes dos 50 anos de vida, reduzem seu risco de morte nos próximos 15 anos em 50%, em comparação àqueles que continuam fumando. Além disso, a cessação também beneficia os indivíduos expostos ao tabagismo passivo, que é responsável por algumas doenças também.
1. Doença Cardíaca
O tabagismo aumenta duas vezes o risco de doença coronariana (que causa infarto e angina), e a cessação leva a redução rápida desse risco. Um ano após ter parado de fumar, o risco de morte do indivíduo é reduzido em 50% e continua a reduzir ao longo do tempo.
2. Doença Pulmonar
O tabagismo aumenta o risco de doenças pulmonares a longo prazo, como a doença pulmonar obstrutiva crônica. Embora muito do dano pulmonar causado pelo tabagismo seja irreversível, a cessação do tabagismo pode reduzir dano pulmonar adicional, e muitos tabagistas que apresentam tosse crônica e expectoração relatam melhora desses sintomas nos primeiros 12 meses após a interrupção do hábito. A asma é mais comum entre as crianças expostas ao tabagismo, além do que nesses casos o tratamento é mais difícil.
3. Câncer
O tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão. A cessação do tabagismo reduz o risco desse câncer nos primeiros cinco anos, embora os ex-tabagistas ainda apresentem um risco maior do que os indivíduos que nunca fumaram. A interrupção do tabagismo também reduz o risco de outros cânceres, como de cabeça e pescoço, esôfago, pâncreas e bexiga. O benefício existe mesmo após um desses cânceres tenha sido diagnosticado, já que reduz o risco de um segundo câncer e aumenta a chance de sobrevida ao primeiro câncer.
4. Doença Ulcerosa Péptica
O tabagismo se associa a aumento do risco de doença ulcerosa péptica. A cessação reduz o risco de desenvolvimento das úlceras e acelera a taxa de cicatrização, caso elas já tenham se desenvolvido.
5. Osteoporose
A cessação do tabagismo aumenta a perda óssea e aumenta o risco de fraturas, em mulheres. A interrupção começa a reverter esse risco após cerca de 10 anos. Aumento da perda óssea também foi notado em homens, porém ainda não se sabe o quanto o risco de fratura é aumentado, nesses pacientes.
Preparando-se Para Parar de Fumar
Após decidir parar de fumar, o primeiro passo é definir uma data. Esse será o dia de interromper completamente o tabagismo. Essa data, idealmente, deve ser em no máximo duas semanas, embora a escolha de datas especiais (como um aniversário, datas comemorativas) possa ser útil.
A redução gradual pode ser ocasionalmente bem sucedida, porém a interrupção abrupta se associa a maior êxito. Algumas pessoas modificam o consumo para um cigarro com menor teor de nicotina e tabaco, antes da cessação, porém isso faz com que a pessoa inale cada vez mais profundamente, não trazendo benefício.
Outras ações que ajudam na cessação são as seguintes:
  • Conte aos amigos, familiares e colegas de trabalho e solicite apoio;
  • Evite fumar em casa e no carro e outros locais onde você passe grande parte do seu tempo;
  • Relembre suas tentativas anteriores, tentando identificar o que deu certo e o que não deu;
  • Prepare-se para lidar com os sintomas de abstinência de nicotina, como ansiedade, frustração, depressão, vontade intensa de fumar. Algumas semanas após a interrupção, fica mais fácil lidar com os mesmos;
  • Prepare-se para manejar situações que levam você a fumar, como eventos estressantes e o consumo de álcool.
  • Converse com seu médico sobre seu desejo de parar de fumar. As duas abordagens mais bem sucedidas são as comportamentais e os medicamentos, podendo-se empregá-las concomitantemente.
Abordagem Comportamental (Terapia)
Esse tipo de abordagem pode ser feito de maneira independente ou em sessões individuais e em grupo. No processo de cessação do tabagismo, é importante identificar situações ou atividades que aumentam o risco de se fumar ou se voltar a fumar. Após essa identificação, novas habilidades para lidar com elas serão necessárias. Recomenda-se modificação do estilo de vida para se reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida, como iniciar a prática de atividade física regular ou de técnicas de relaxamento. Exercícios vigorosos podem melhorar a capacidade de se interromper o tabagismo e se evitar a recaída, além de evitar/minimizar o ganho de peso.
Reduza o tempo que você passa com tabagistas. As pessoas que convivem com tabagistas podem considerar a negociação com os mesmos para que eles parem de fumar em casa ou no carro. Reconheça que a “fissura” pode freqüentemente levar a recaídas. Isso pode ser prevenido, pelo menos em parte, evitando-se situações associadas ao tabagismo, como estresse e consumo de álcool. Mantenha disponíveis substitutos orais (como chicletes, cenouras, sementes de girassol) à mão, para quando a “fissura” ocorrer. Evite pensamentos como “fumar apenas um cigarro não me fará mal”; um cigarro normalmente leva a outro.
A chave para o sucesso na interrupção do tabagismo é ter o máximo de informação possível sobre o que esperar e como lidar com o que ocorrer. Materiais de auto-ajuda podem ser úteis.
Medicamentos
Existem diversos medicamentos que podem auxiliar uma pessoa no processo de cessação do tabagismo, devendo os mesmos ser prescritos e orientados por um médico.
1. Reposição de Nicotina
Na ausência de nicotina, o tabagista perde as boas sensações que a nicotina induz, desenvolvendo sintomas de abstinência, que incluem humor deprimido, dificuldades para dormir, irritabilidade, frustração ou raiva, ansiedade, dificuldade de concentração. A terapia de reposição foi desenvolvida para reduzir a intensidade desses sintomas, enquanto o ex-tabagista lida com os aspectos comportamentais do programa de cessação. No entanto, a reposição não prevenirá completamente os sintomas. O uso da reposição concomitante ao tabagismo não é recomendado. A nicotina para reposição está disponível em diversas formas: gomas de mascar, adesivo cutâneo, spray nasal e inalador.
2. Bupropion
O bupropion é um antidepressivo que pode ser usado para auxiliar as pessoas a parar de fumar. No início, é tomado uma vez ao dia, por três dias, com aumento progressivo até a dose recomendada, antes da data escolhida para a cessação. Após a interrupção, o medicamento é mantido por mais sete a doze semanas. O bupropion parece ser mais eficaz que a terapia de reposição de nicotina, e a combinação dos dois parece ser mais eficaz. É um medicamento bem tolerado, podendo se associar a sintomas de boca seca e insônia.
3. Vareniclina
Esse medicamento atua no cérebro e reduz os sintomas de abstinência de nicotina e a “fissura” pelo cigarro. Em diversos estudos esse medicamento foi mais eficaz que o bupropion e à não utilização de medicamento. Deve ser tomado após a refeição, juntamente com um copo cheio de água. Os pacientes iniciam o uso uma semana antes de interromper o tabagismo, e devem continuar o uso por doze semanas antes que se determine a eficácia. Aquelas pessoas que continuam sem fumar, após doze semanas, podem continuar usando o medicamento por mais doze semanas. Os efeitos colaterais mais comuns são náusea e sonhos anormais. No entanto, em 2007 foi informado que alguns pacientes desenvolveram alterações do comportamento, tornando-se agressivos, além de terem desenvolvido pensamentos suicidas. Por isso, o medicamento deve ser usado com acompanhamento médico cuidadoso.
Referências Bibliográficas
  1. Sackey JA, Rennard SI. Patient information: Smoking cessation. In: UptoDate Software v. 16.1, 2008.
  2. Smoking Cessation – Quit Smoking Today. < http://www.smoking-cessation.org/>. Acessado em 22 de setembro de 2008.
  3. WebMD - Smoking Cessation Health Center. <http://www.webmd.com/smoking-cessation/default.htm>. Acessado em 22 de setembro de 2008.
Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.16 de outubro de 2008
    Fonte: Boletim Informativo Boa 

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