Música Celtica

Exercícios Terapêuticos

Exercícios Terapêuticos
O universo está em constante movimento. O movimento significa vida. O movimento de uma espiral de energia vitaliza a célula única que marca o início de nosso tipo de vida humana. À medida que esse tipo de vida evolui, nós nos constituímos em um ser que constantemente troca energia com o cosmo. À medida que esta energia passa através de nós, ela nos alimenta, nos nutri e cria o movimento interno e externo de nossas vidas. Na expressão natural deste intercâmbio encontramos nossa saúde. O intercâmbio de energia é aumentado pelo movimento, e o movimento perfeito do corpo é uma extensão do interior para o exterior enquanto recebe estímulos que movem do exterior para o interior. (Greg Broòshy)

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10.3.13



Faça este exercício da cultura chinesa simples e eficaz... e verá.

A essência é que seus olhos devem estar fechados quando você pratica "Jin Ji Du Li" ... preste atenção.

Eis o exercício:

Fique sobre uma só perna, com os seus olhos abertos. É só isso.
Experimente agora fechar os olhos. 

Se você não for capaz de ficar em pé por pelo menos 10 segundos seguidos, isso significa que seu corpo se degenerou ao nível de 60 a 70 anos de idade.

Em outras palavras, você pode ter apenas 40 anos de idade, mas seu corpo envelheceu muito mais rápido.

Ficar sobre um pé com os olhos abertos, é uma coisa e  fazer o mesmo com os olhos fechados ... a história é outra!

Não precisa levantar muito a perna. Se os seus órgãos internos estão fora de sincronia, mesmo levantando a perna um pouco vai fazer você perder o seu equilíbrio.

Os chineses estão bem avançados no conhecimento do corpo humano.

A prática frequente e regular do "Jin Ji Du Li", pode ajudar a restaurar o sentido de equilíbrio.

Na verdade, os especialistas chineses sugerem que a prática diária por 1 minuto, ajuda a prevenir a demência.

Primeiramente, você pode tentar fechar os dois olhos, não completamente. Na verdade, é isso que o especialista de saúde Zhong Li Ba Ren recomenda.

A prática diária de Jin Ji Du Li, pode ajudar na cura de muitas doenças, tais como:

Hipertensão;
Altos níveis de açúcar no sangue ou diabetes;
O pescoço e doenças da coluna vertebral;
também pode impedi-lo de sofrer de demência senil.

Zhong Li Ba Ren escreveu um livro intitulado: "A auto-ajuda é melhor do que procurar ajuda dos médicos", um best-seller que também foi o melhor livro de saúde à venda na China desde que foi publicado pela primeira vez no ano passado. 
Seu sucesso pode ser medido pelo fato que rendeu mais de 1 milhão de cópias vendidas.

Diz-se que de acordo com o entendimento de médicos chineses, a doença pode aparecer no corpo devido a problemas surgidos na coordenação entre os vários órgãos internos, o que faz com que o corpo perca o seu equilíbrio. 

Jin Ji Du Li pode zerar esta inter-relação dos órgãos e como eles funcionam juntos.
Zhong Li Ba Ren disse que a maioria das pessoas não consegue ficar sobre um pé com os olhos fechados por 5 segundos, mas depois, praticando todos os dias, são capazes 
de fazer por mais de 2 minutos.

Quando você conseguir ficar mais tempo, a sensação de peso desaparece. Ao praticar Jin Ji Du Li, você vai notar que sua qualidade do sono fica melhor, a mente limpa e melhora a memória significativamente.

A coisa mais importante é que se for praticado Jin Ji Du Li com os olhos fechados por 1 minuto todo dia, você não irá sofrer de demência senil (o que significa que o cérebro continuará saudável).

Zhong Li Ba Ren explicou que há seis meridianos principais que passam por entre as pernas. Quando você ficar em uma perna, você sente dor devido ao exercício e, quando isso ocorre, os órgãos correspondentes a esses meridianos e suas formas começam a receber os ajustes necessários. Este método é capaz de se concentrar a consciência e canalizar o corpo até os pés.

Os efeitos benéficos da prática de Jin Ji Du Li em várias doenças como:

A hipertensão, diabetes, pescoço e coluna vertebral, começarão a ser sentido rapidamente.

Problemas como a gota também poderá ser prevenido.

Cura doenças básicas como "Pés Frios" e também pode reforçar a imunidade do corpo.

Você não precisa esperar até que você tenha uma doença para começar a praticar Jin Ji Du Li.

É adequado para quase qualquer tipo de pessoa e especialmente benéfico em pessoas jovens, se praticadas diariamente, a probabilidade de adquirir problemas naturais da idade, será menor.

Não recomendado para pessoas cujas pernas são fracas e não podem ficar por longos períodos em pé.




16.2.13

INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DA DRENAGEM LINFÁTICA





28 de maio de 2012



Existem contraindicações absolutas e relativas para a drenagem
Indicações:
Edemas e linfedemas: a drenagem linfática age ativando a circulação sanguínea propiciando a redução do linfedema e regeneração do sistema linfático. A depender do estágio da disfunção podem ser necessárias medidas auxiliares como o uso de enfaixamento compressivo e contenções elásticas;

Fibro edema geloide e lipoesclerose: a drenagem linfática auxilia a evacuação de líquidos proteicos e toxinas que tornam o tecido acometido pela patologia edemaciado e com aderências, normalizando o pH intersticial e favorecendo a nutrição e a oxigenação tissular;

Insuficiência venosa crônica: a incontinência valvular, com estase ou refluxo, leva a rede linfática a se revelar insuficiente para drenar o líquido intersticial excessivo. Juntamente com este excesso de líquido intersticial, há uma aglomeração anormal de proteínas e um aumento do número de leucócitos. A drenagem linfática auxilia na redução do edema de forma eficaz e rápida, eliminando o excesso de líquido do meio tissular para os vasos venosos e linfáticos.

Cefaleias e nevralgias: a cefaleia do tipo tensional é a mais frequente entre todos os tipos. Esta modalidade de cefaleia tem como mecanismo fisiopatogênico a seguinte sequência de eventos: uma problemática psicológica desencadeia uma contração muscular que aliada a vasoconstrição leva a produção de catabólicos algogênicos, dando a dor como resultado final. A drenagem linfática manual aumenta a circulação local, além de promover relaxamento e sedação geral, contribuindo para a redução da dor e do espasmo muscular.

Edemas gestacionais: durante o período gestacional ocorrem inúmeras modificações no organismo feminino para proporcionar ao feto o máximo de desenvolvimento e independência, o que põe à prova todo organismo da gestante, e que poderá levá-la a relatar inúmeras queixas. O edema de membros inferiores faz parte das queixas mais frequentes, e é acompanhado por vários ajustes secundários de outros sistemas. Seu surgimento está ligado à circulação linfática, seja diretamente em consequência do aumento de aporte de líquido ou indiretamente em consequência de uma patologia linfática específica. A drenagem linfática manual é um recurso valioso para a prevenção e o tratamento dessa condição;

Síndrome pré-menstrual: a sintomatologia característica da síndrome da tensão pré-menstrual, como: cefaleia, mastalgia, fadiga, dores nas pernas e desconforto pélvico, irritabilidade e ansiedade desse período podem ser amenizadas pela drenagem linfática;

Tratamento pós-cirurgia plástica: na recuperação pós-cirúrgica, a técnica de drenagem linfática manual é empregada para drenar edemas, favorecer e acelerar a regeneração tecidual e aliviar quadros álgicos. Quanto mais precoce for o início da realização da drenagem linfática manual melhor e mais rápida a recuperação do paciente. A drenagem atua tanto na regressão do edema como na uniformização do tecido que está cicatrizando por baixo da pele, evitando ondulações e a formação de nódulos na região.

A execução da massagem de drenagem no pós-operatório deve obedecer a alguns princípios: ser suave para evitar possíveis lesões teciduais; evitar movimentos de deslizamento; seguir o trajeto das vias que não foram comprometidas pelo ato cirúrgico; elevação do segmento a ser drenado; ser realizada de modo que não promova um maior tensionamento na incisão cirúrgica, fixando-a com uma das mãos;

Tratamento coadjuvante de cicatriz hipertrófica e queloideana;

Enfermidades crônicas das vias aéreas como rinites, sinusites, faringites.

CONTRAINDICAÇÕES:
Existem contraindicações absolutas e relativas para a realização da drenagem linfática:


Entre as contraindicações absolutas estão:
Tumores malignos não controlados: pelo risco de disseminação de metástases da patologia por via linfática;
Tuberculose: o bacilo desencadeador da tuberculose (bacilo de Koch) aloja-se nos gânglios linfáticos. Por meio da estimulação ganglionar, o bacilo pode voltar à atividade;
Processos infecciosos e inflamatórios agudos: a aceleração do fluxo linfático pode disseminar a infecção;
Edemas oriundos de insuficiências renais, hepáticas ou cardíacas não controladas: a sobrecarga de fluxo linfático originado pela drenagem linfática pode levar a congestão e falência das estruturas fragilizadas por patologia de base;
Insuficiência renal aguda: ao aumentar o aporte de líquido a ser filtrada pelo rim, a drenagem linfática pode causar um colapso do sistema renal;
Trombose venosa profunda, flebites e tromboflebites agudas: pelo risco de tromboembolismo;
Erisipela em fase aguda: a aceleração do fluxo linfático pode disseminar a infecção;

Entre as contraindicações relativas estão:
Hipertireoidismo: a estimulação direta sobre a glândula pode alterar a secreção hormonal, portanto, a drenagem linfática deve ser realizada sem manipulação sobre a área da tireoide;
Insuficiência cardíaca: o aumento do fluxo cardíaco ocasionado pela drenagem linfática pode ocasionar aumento do trabalho cardíaco e colapso do sistema, portanto, a drenagem linfática só deve ser realizada em pacientes compensados metabolicamente e com autorização do médico cardiologista;
Menstruação abundante: a drenagem linfática tende a aumentar o fluxo menstrual, portanto, neste período, convém evitar estimulação direta sobre a área abdominal;
Asma brônquica e bronquite: deve-se evitar estimular a região esternal para não potencializar as crises;
Hipotensão arterial: pacientes portadores de hipotensão arterial devem ser monitorados quanto à pressão, antes, durante e após os atendimentos de drenagem linfática;
Afecções da pele: não massagear diretamente as áreas acometidas;
Estados febris: a aceleração do fluxo linfático pode disseminar processos infecciosos.



Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO
http://www.portaleducacao.com.br

1.2.13


SextaFevereiro 012013

PINEAL - A UNIÃO DO CORPO E DA ALMA

Frequentemente, a glândula pineal surge como o centro de nosso relacionamento com outras dimensões, e tem sido assim nas mais variadas correntes religiosas e místicas, há milhares de anos. O especialista no assunto, dr. Sérgio Felipe de Oliveira, conversou conosco sobre o assunto, mostrando os avanços da ciência no sentido de desvendar esse mistério.

- Paula Calloni de Souza

O mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal, ou epífise, é tida como a sede da alma. Para os praticantes do ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o "terceiro olho", que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês Renê Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que "existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente".

Atualmente, as pesquisas científicas parecem ter se voltado definitivamente para o estudo mais atento desta glândula. Estaria a humanidade próxima da comprovação científica da integração entre o corpo e a alma? Haveria um órgão responsável pela interação entre o homem e o mundo espiritual? Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec?Para responder a estas e outras perguntas, a revista Espiritismo & Ciência conversou com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto Pineal Mind, e diretorpresidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em fenômenos ligados à mediunidade.

Fale um pouco sobre seu trabalho à frente da AMESP e do Instituto Pineal Mind.

A AMESP é uma associação de utilidade pública que reúne médicos dedicados ao estudo da relação entre a medicina e a espiritualidade. O Pineal Mind é minha clínica, um instituto de saúde mental, onde fazemos pesquisas e atendemos psicoses, síndromes cerebro-vasculares, ansiedades, depressão, psicoses infantis, uso de drogas e álcool. Temos um setor de psiconcologia (psicologia aplicada ao câncer) e estudamos também os aspectos psicossomáticos ligados à cardiologia, etc. Agora, particularmente nas pesquisas comportamentais, eu estudo os estados de transe e a mediunidade. Mas não pesquiso só a glândula pineal; ela é o que eu pesquiso no cérebro, interessado em entender a relação entre corpo e espírito.


O que é psicobiofísica?

É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente - aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.

Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal?

Foi por volta de 1979/80, quando eu estava estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários da Luz, a pineal é claramente citada. Nesta mesma época, eu já pleiteava o curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal.Quando entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo.

O que é a glândula píneal, onde está localizada e qual a sua função no organismo?

A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers, os elementos externos que regem as noções de tempo. Por exemplo, o Sol é um Zeitberger que influencia a pineal, regendo 0 ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também o Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa. Agora, o tempo é uma região do espaço. A dimensão espaço-tempo é a quarta dimensão. Então, a glândula que te dá a noção de tempo está em contato com a quarta dimensão. Faz sentido perguntarmos: "Será que a partir da quarta dimensão já existe vida espiritual?" Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa. A afirmação de Descartes, do ponto em que a alma se liga ao corpo, tem uma lógica até na questão física, que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato.

Outros animais possuem a epífise? Ela está relacionada á consciência?

Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.

Esta glândula seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida?

Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção.

Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana.

A pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos? Isso é comprovado cientificamente?

Sim, isso é comprovado. Quem provou isso foram os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988.

A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido "visões" e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas O que o senhor teria a dizer sob isso?

Veja, o espiritual age pelo campo eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade interfere no cérebro PELO campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementam-se.

A mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso? Existe uma controvérsia no meio cientifico a esse respeito?

A mediunidade é um atributo biológico, acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa se a mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual.

Um hindu, um católico, um judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira religiosa, mas uma função natural, existente em todas as religiões. E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita. Os cientistas materialistas que disserem "esta é minha opinião pessoal", estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é a ciência. A American Medicai Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso.

Como são feitas as experiências em laboratório?

Existem dois tipos: um, que é a experiência de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas.

As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise convulsiva?

Isso é bem claro: a suspeita de uma interferência espiritual surge quando a alteração nos exames não justifica a dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise convulsiva fortíssima, é feito o eletroencefalograma e aparece uma lesão pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o exame está mostrando. A reação não é proporcional à causa. A mediunidade mexe com o sistema nervoso autônomo - descarga de adrenalina, aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial.

Como o senhor diferencia doença mental de mediunidade?

Na doença mental, o paciente não tem crítica da razão; no transe mediúnico, ele tem essa crítica. Quando o médium diz que incorporou tal entidade espiritual, mas que ele, médium, continua sendo determinada pessoa, ele usou a crítica, julgou racionalmente o que aconteceu. Agora, um indivíduo que diz ser Napoleão Bonaparte? Aí ele perdeu a crítica da razão. Essa é a diferença. O que não quer dizer que o indivíduo que esteja em psicose não possa estarem transe também. A mediunidade se instala no indivíduo são, ou pode dar uma dimensão muito maior a uma doença. A mediunidade sempre vai dar um efeito superlativo. Se a pessoa alimenta bons sentimentos, ela cresce. Se ela tem uma doença, aquela doença pode ficar fora de controle.

É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade?

Não, a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético. Quando a pessoa tem muito desses cristais e sequestra esse campo magnético, esse campo chega num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.

As crianças teriam mais sensibilidade mediúnica?

A mediunidade na criança é diferente da de um adulto. É uma mediunidade anímica, é de saída. Ela sai do corpo e entra em contato com o mundo espiritual.

A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os místicos?

A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica.

Em que se concentrarão seus próximos estudos?

Estou preparando um estudo sobre Cronogenética da Reencarnação. Mas, sobre isso, falarei mais detalhadamente em 2003, durante o Congresso Médico-Espírita.


Revista Espiritismo & Ciência
Número 3
Páginas 22-27
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