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Exercícios Terapêuticos

Exercícios Terapêuticos
O universo está em constante movimento. O movimento significa vida. O movimento de uma espiral de energia vitaliza a célula única que marca o início de nosso tipo de vida humana. À medida que esse tipo de vida evolui, nós nos constituímos em um ser que constantemente troca energia com o cosmo. À medida que esta energia passa através de nós, ela nos alimenta, nos nutri e cria o movimento interno e externo de nossas vidas. Na expressão natural deste intercâmbio encontramos nossa saúde. O intercâmbio de energia é aumentado pelo movimento, e o movimento perfeito do corpo é uma extensão do interior para o exterior enquanto recebe estímulos que movem do exterior para o interior. (Greg Broòshy)

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26.12.12


INTRODUÇÃO :
Saber onde se deve puncionar ou moxar constitui o resultado de um exame clínico, isto é, de um diagnóstico. Diagnosticar
onde reside o desequilíbrio de energia é ao mesmo tempo precisar o lugar onde se devem aplicar as agulhas ou fazer as
moxas.
O exame do paciente tem por objetivo descobrir e existência de desequilíbrio da energia , o que pode ser feito de várias
maneiras ,segundo normas ocidentais e orientais.
Dentro da medicina tradicional chinesa (MTC), a forma mais importante de diagnóstico de desequilíbrio energéticos é a
PULSOLOGIA CHINESA , que é feita, desde a antigüidade através da palpação de artérias.
Em outros países a palpação das artérias também é elemento de diagnóstico, mas não tem a importância dada  pela MTC ,que
utiliza esse método para  o exame  acurado do estado energético de todas as  funções orgânicas do corpo humano.
Nesse trabalho serão enfocados os principais aspectos desse método , além de informações adicionais que  são importante
para o entendimento da PULSOLOGIA CHINESA.
O exame do pulso tal como se descreveu ,é uma prática relativamente recente, que se aplica desde há aproximadamente 17
séculos. No livro sagrado da acupuntura, isto é , o Nei China, que procede do século terceiro antes de cristo, o pulso se toma e
se interpreta de maneira diferente da que veremos. O diagnóstico era feito não só por um único segmento de artéria, no caso ,
a radial, mas por um conjunto de segmentos de artérias localizados em diferentes partes do corpo : Os chamados pulsos
reveladores , hoje usados com finalidade complementar de acompanhamento do tratamento.
Quando olhamos alguém sendo submetido a  uma tomada de pulso para diagnóstico surgem  perguntas naturais do tipo :
“como é possível saber o estado geral e particular de órgãos e funções  palpando um segmento de artéria?” , “O que se deve
sentir no pulso do paciente?”, “Existe  diferença de pulsação em tão curto espaço de artéria?”.
Formularam-se várias hipóteses para explicar essas e outras perguntas. Em primeiro lugar devemos reconhecer o pulso  como
uma expressão energética. Com efeito , a cada batida do coração o sangue expulso pelo ventrículo esquerdo choca-se com o
sangue contido na aorta. O que percebemos no pulso não é o deslocamento da massa sangüínea ,mas  o resultado desse
choque  que se manifesta por uma  série de ondas ao longo do sistema  arterial.
Nas artérias , o sangue se desloca , mas o faz com um velocidade muito inferior a da onda pulsátil. Além disso, sendo um
tubo elástico , a artéria configura o fenômeno com aspectos particulares . Temos ,pois , três fatores que decidirão sobre o
aspecto do pulso: 1) a força do impacto contrátil  do coração ; 2) as condições da massa de sangue ( viscosidade ); e 3) o
estado da parede arterial ( elasticidade, contratilidade e resistência periférica) . Esses três fatores se combinam entre si
tornando muito difícil uma discriminação .
Além desses três fatores fundamentais , existe uma onda energética que descreve uma série de períodos compostos de ondas e
nós.
A prática da percepção tátil  dos pulsos nos diz que cada pessoa tem seu pulso próprio ,  tão característico como as suas
impressões digitais.
Apesar de isso não ser sinônimo de demonstração científica de uma relação órgão-pulso .Essa relação ,no entanto ,está
garantida pelos fatos , já que é quase impossível praticar a acupuntura sem o profundo conhecimento da PULSOLOGIA
CHINESA. 2
“AQUELES QUE  DESEJAM CONHECER O EXTERIOR DO CORPO ,
OBSERVAM A MORTE E O NASCIMENTO DO PULSO ...”
A TEORIA DOS 14 PULSOS RADIAIS
Nesse método  utilizamos a palpação de três segmentos da artéria radial  para perceber e diagnosticar
desequilíbrios energéticos, quantitativa e qualitativamente, nos órgãos e funções .
A Localização das posições nos pulsos é feita da seguinte maneira :
MÃO ESQUERDA
PULSO I : Segmento entre a base do polegar e a apófise estilóide ;  em cima do ponto  P9.
NÍVEIS :
SUPERFICIAL - CORRESPONDE AO INTESTINO  DELGADO.
MÉDIO / PROFUNDO - CORAÇÃO.
PULSO II : Segmento que cobre a apófise estilóide ; em cima do ponto P8.
NÍVEIS :
SUPERFICIAL -  VESÍCULA BILIAR.
MÉDIO / PROFUNDO - FÍGADO.
PULSO III : Segmento aquém da apófise estilóide; em cima do ponto P7.
NÍVEIS :
SUPERFICIAL - BEXIGA.
MÉDIO- RINS (FILTRAÇÃO/ QUANTIDADE DE ÁGUA ELIMINADA).
PROFUNDO- RINS ( EXCREÇÃO/CONCENTRAÇÃO DE URINA EM                                                          
PRODUTOS DE ELIMINAÇÃO).
MÃO DIREITA: A localização das posições é idêntica a da mão esquerda
PULSO I :
NÍVEIS :
SUPERFICIAL- INTESTINO GROSSO
MÉDIO / PROFUNDO- PULMÃO
PULSO II :
NÍVEIS :
SUPERFICIAL- ESTÔMAGO
MÉDIO  - PÂNCREAS
PROFUNDO- BAÇO
PULSO III :
NÍVEIS :
SUPERFICIAL - TRIPLO REAQUECEDOR
MÉDIO - CIRCULAÇÃO (LINFÁTICA E SANGÜÍNEA )
PROFUNDO - SEXUALIDADE E REPRODUÇÃO  3
***ACHE OS NÍVEIS !
NÍVEL SUPERFICIAL  é o que se obtém com um pressão mínima
na  artéria , suficiente apenas para sentir sua pulsação. Corresponde à pressão arterial mínima.
NÍVEL PROFUNDO é  obtido pressionando-se a artéria  até interromper o fluxo sangüíneo e em seguida
aliviando-se a pressão até sentir de novo o batimento arterial . É a pressão arterial máxima.
O NÍVEL MÉDIO  é intermediário aos dois citados acima. ***
Inicialmente procura-se o diagnóstico de excesso ou insuficiência geral do Inn ou do Iang comparando-se os
pulsos esquerdos com os direitos, os superficiais com os profundos e os pulsos da posição I com os da
posição III, concluindo-se pelo excesso de Iang quando:
A) os pulsos direitos são mais fortes que os esquerdos;
B) os pulsos superficiais são mais fortes que os profundos;
C) os pulsos I são mais fortes que os da posição III;
havendo excesso de Inn quando acontecer o contrário.
Existem 28 pulsos patológicos cujas principais características no estudo global dos pulsos são:
Regularidade: a) às vezes lento, outras rápido: distúrbios do simpático; b) irregularidade
na força das batidas: insuficiência de Inn.
Amplitude (altura da onda): a) muito amplo: excesso de Iang;
b) pouco amplo: esgotamento.
Intermitência: a) com intermitência, porém rápido: excesso de Iang;
b) intermitente e lento: excesso de Inn;
c) intermitência regular, por exemplo, cada 10 ou 20 batidas: pouca energia.
Consistência:  
a) pulso duro: excesso
b) duro e amplo: tensão nervosa;
c) duro e pequeno: fraqueza e crispação;
d) macio: relaxamento;
e) grande e macio: fraqueza e relaxamento.
Quanto ao estudo de cada pulso individualmente, destaca-se as seguintes peculiaridades:
• Freqüência: rápido (mais de 6 batidas por  respiração) ou lento ( menos de 4,5 batidas por respiração)
• Ritmo: regular ou não
• Força: forte ou fraco (resistência à pressão)
• Consistência: duro ou macio (mole)
• Amplitude: onda alta ou baixa
• Comprimento: grande ou pequeno
• Largura: largo ou estreito (fino), sendo a primeira característica Iang e a segunda Inn. 4
O diagnóstico pelo pulso tem por base a relatividade - comparação - entre as 14 posições. Aconselha-se aos
principiantes, depois de tomada em conjunto dos pulsos (esquerdo-direito - superficiais-profundos - posição
I-posição III), examinar cada posição para determinar qual a função mais fraca e qual a função mais forte,
partindo daí para o diagnóstico das demais.
O pulso deve ser tomado de preferência pela manhã, com o paciente em jejum, sentado de frente para o
médico que tomará os pulsos esquerdos com os dedos da mão direita e os pulsos direitos com os da mão
esquerda.
Os pulsos da posição I - em cima de P9 - são tomados com os dedos indicadores; os pulsos da posição II -
em cima de P8 - com os dedos médios; e os pulsos da posição III - em cima de P7 - com os dedos anulares.
Quanto às anotações na ficha do cliente,  usa-se  as seguintes nomenclatura :  
grande plenitude
• Transbordante
• excesso (plenitude)
• normal
• insuficiente
• fraco
• muito fraco (quase imperceptível)
• imperceptível (ou ausente)
Sendo os três primeiros “pulsos Iang” e os quatro últimos “pulsos Inn”.
SINTOMAS DE EXCESSO E DE INSUFICIÊNCIA GERAL E NOS MERIDIANOS
PRINCIPAIS
A constatação do excesso ou insuficiência geral de Inn ou Iang é a base do diagnóstico pela Acupuntura, não
só porque permite uma primeira aproximação tipológica - tipos Inn e tipos Iang - como também porque nos
orienta para as linhas gerais da terapêutica a seguir:
Segundo G.S. de Morant os sinais principais são:
a) Excesso geral de Iang (energia):
pulsos direitos mais fortes que os esquerdos;
pulsos superficiais mais alongados, amplos e duros que os médios e profundos;
pulsos ns. I amplos e fortes e pulsos ns. III normais;
todos os pulsos adiante de suas posições;
voz sonora, muito timbrada;
olhos brilhantes, muito vivos;
gestos muito rápidos;
palavra excitada;
excesso de alegria, cantos e risos;
agitação, calor externo;
dores nos pontos quando pressionados;
dores locais;
contraturas, convulsões, espasmos. 5
b) Insuficiência geral de Iang:
pulsos direitos mais fracos e moles que os esquerdos;
pulsos superficiais mais fracos que os médios e profundos;
pulsos ns. I fracos e ns. III fortes;
coceira, prurido;
todos os pulsos antes de suas posições;
forma sem firmeza, mole;
voz sem timbre; olhos ternos; gestos lentos;
dificuldade da palavra; tristeza; lágrimas;
intestinos vazios ou com grande inchaço.
c) Insuficiência geral de Inn ( sangue):
pulsos esquerdos menos fortes que os direitos;
pulsos médios e profundos menos fortes, duros e amplos que os superficiais;
pulsos ns. I miúdos e ns. III pouco perceptíveis;
todos os pulsos miúdos, pequenos;
forma magra; rosto azulado, escuro;
fraqueza física;
lassidão, falta de resistência;
tendência ao desmaio.
d) Excesso geral de Inn:
pulsos esquerdos mais fortes e duros que os direitos;
pulsos profundos e médios mais duros que os superficiais;
pulsos ns. I amplos e fortes e ns. III igualmente fortes;
tez vermelha; forma sólida, bem nutrida;
tendência às congestões, às inflamações e aos abcessos;
frio interno; edemas.
Naturalmente que o excesso ou insuficiência geral de energia Inn ou Iang deve ser o resultado do excesso ou
insuficiência de energia ou sangue nas funções, cujos sintomas, ainda segundo G.S. de Morant, são os
seguintes: 6
a) Triplo Reaquecedor - “pai da energia Iang”.
Excesso:
pesaroso, sem alegria, irritável;
deseja dormir, insônia;
dores indefinidas por meteorismo;
respiração curta, não pode falar;
inapetência, muita urina.
Insuficiência:
lassitude moral e física;
tudo é feito com esforço;
tristeza, enfado, os membros não obedecem;
insuficiência urinária; frio.

b)   Circulação - sexualidade - “mãe da energia Inn”
Excesso:
opressão, cóleras;
coração agitado, dores surdas;
respiração rápida quando ri, dor de cabeça congestiva;
mau hálito.
Insuficiência:
depressão moral;
insuficiência do consciente;
fadiga, sem alegria;
enrijecimento da laringe.
c)   Coração (órgão Inn)
Excesso:
riso fácil, soluços;
rosto avermelhado;
agitação do espírito, superexcitação;
dores no coração e no braço.
Insuficiência:
magoado, não ri;
rosto pálido;
depressão, medo, angústia;
falta de ar aos esforços.
d)  Pulmões (órgão Inn) 7
Excesso:
arquejamento, tosse;
dores nos ombros, nas costas e nas costelas;
micção freqüente;
bocejos, espirros.
Insuficiência:
falta de fôlego;
ombros e costas frias;
tez mutável;
não pode dormir;
dores nas axilas.
e)  Fígado (órgão Inn)
Excesso:
descontentamento, cólera;
tez escura, cinzenta ou amarela;
micção difícil, dolorosa;
distúrbios das regras, priapismo;
dores lombares e no aparelho genital.

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