Música Celtica

Exercícios Terapêuticos

Exercícios Terapêuticos
O universo está em constante movimento. O movimento significa vida. O movimento de uma espiral de energia vitaliza a célula única que marca o início de nosso tipo de vida humana. À medida que esse tipo de vida evolui, nós nos constituímos em um ser que constantemente troca energia com o cosmo. À medida que esta energia passa através de nós, ela nos alimenta, nos nutri e cria o movimento interno e externo de nossas vidas. Na expressão natural deste intercâmbio encontramos nossa saúde. O intercâmbio de energia é aumentado pelo movimento, e o movimento perfeito do corpo é uma extensão do interior para o exterior enquanto recebe estímulos que movem do exterior para o interior. (Greg Broòshy)

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31.1.12

Entrevista com Dr. Paulo Niemeyer Filho


A entrevista é longa, mas muito interessante.
Precisamos incluir em nosso check-up um exame que se chama investigação cerebral.
Orientação do neuro cirurgião Dr. Paulo Niemeyer Filho.

O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho conta os avanços nos tratamentos de doenças
como o mal de Parkinson e como evitar aneurisma e perda de memória.
E projeta, ainda, o futuro próximo, quando boa parte do sistema neurológico estará
sob controle do homem.
Chegar à casa do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, no alto da Gávea,
no Rio de Janeiro, é uma emoção. A começar pela vista deslumbrante da
cidade, passando pelos macacos que passeiam pelos galhos até avistar as
orquídeas que caem em pencas das árvores, colorindo todo o jardim.
Ou seja: a competência desse médico, com 33 anos de profissão, que dedica
sua vida à medicina com a paixão de um garoto, pode ser contada em flores.
E são muitas.
Filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro da microneurocirurgia
no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda
adolescente.
Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde foi
estudar neurologia na Universidade de Londres.
De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina. Ao todo,
sua formação levou 20 anos de empenho absoluto.
Mas a recompensa foi à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo chefia hoje os
serviços de neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da
Clínica São Vicente, onde atende e opera de segunda a sábado, quando não
há uma emergência no domingo,
e ainda encontra tempo para dar aulas no curso de pós-graduação em neurocirurgia
na PUC-Rio.

Por suas mãos já passaram o músico Herbert Vianna - de quem cuidou em 2001,
depois do acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral do Rio -, o ator e diretor
Paulo José, a atriz Malu Mader e, mais recentemente, o diretor de televisão Estevão
Ciavatta - marido da atriz Regina Casé que, depois de um tombo do cavalo,
recupera-se plenamente -, além de centenas de outros pacientes, muitos deles
representados pelas belas flores que enchem de vida o seu jardim.

Revista PODER: Seu pai também era neurocirurgião. Ele o influenciou?

PAULO NIEMEYER: Certamente. Acho que queria ser igual a ele, que era o meu ídolo.

PODER: Seu pai trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um
neurocirurgião? Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial?

PN: A neurocirurgia é muito mais estratégia do que habilidade manual.
Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado.
Você tem de ser um estrategista..

PODER: O que é essa inovação tecnológica que as pessoas estão chamando de
marcapasso do cérebro?

PN: Tem uma área nova na neurocirurgia chamada neuromodulação, o que
popularmente se chama de marcapasso, mas que nós chamamos de
estimulação cerebral profunda. O estimulador fica embaixo da pele e são
colocados eletrodos no cérebro, para estimular ou inibir o funcionamento
de alguma área. Isso começou a ser utilizado para os pacientes de Parkinson.
Quando a pessoa tem um tremor que não controla, você bota um eletrodo
no ponto que o está provocando, inibe essa área e o tremor pára.
Esse procedimento está sendo ampliado para outras doenças. Daqui a
um ou dois anos, distúrbios alimentares como obesidade mórbida e
anorexia nervosa vão ser tratados com um estimulador cerebral.
Porque não são doenças do estômago, e sim da cabeça.

PODER: O que se conhece do cérebro humano?

PN: Hoje você tem os exames de ressonância magnética, em que
consegue ver a ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o
cérebro vem sendo desvendado.

Ainda há muito o que descobrir, mas com essas técnicas de estimulação
você vai entendendo cada vez mais o funcionamento dessas áreas.
O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo.
Por que um clone jamais será igual ao original?

Geneticamente será a mesma coisa, mas o comportamento depende
muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai
desvendar totalmente.

PODER: Existe uma discussão entre psicanalistas e psiquiatras, na qual
os primeiros apostam na melhora por meio da investigação da subjetividade,
e os últimos acreditam que boa parte dos problemas psíquicos se resolve com
remédios.. Qual é sua opinião?

PN: Há casos de depressão que são causados por tumores cerebrais: você opera
e o doente fica bem. Há casos de depressão que são causados por deficiência
química: você repõe a química que está faltando e a pessoa fica bem.
Numa época em que se fazia psicocirurgia existiam doentes que ficavam
trancados num quarto escuro e quando faziam a cirurgia se livravam da
depressão e nunca mais tomavam remédio. E há os casos que são puramente
psíquicos,emocionais, que não têm nenhuma indicação de tomar remédio.

PODER: Já existe alguma evolução na neurologia por causa das células-tronco?

PN: Muito pouco. O que acontece com as células-tronco é que você
não sabe ainda como controlar. Por exemplo: o paciente tem um déficit
motor, uma paralisia, então você injeta lá uma célula-tronco, mas não
consegue ter certeza de que ela vai se transformar numa célula que faz
o movimento. Ela pode se transformar em outra coisa, você não tem o
controle, ainda.

PODER: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar
melhor?

PN: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida,
fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa
que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória

são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor,
você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa,
ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral,
você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar,
o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral.
Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade
de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não
morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia.
Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup,
antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%.
É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na
Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças
que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior.
As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios
fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo.
Uma coisa depende da outra. É muito difícil um
cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa,
mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do
funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias
com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia,
em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro
delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos
ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos.
As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera.
Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de
saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha, não é?

PODER: Você não vê contraindicações na manipulação dos processos
naturais da vida?

PN: O que é perigoso nesse progresso todo é que, assim como vai
criar novas soluções, ele também trará novos problemas.
Com a genética, por exemplo, você vai fazer um exame de
sangue e o resultado vai dizer que você tem 70% de chance de ter
um câncer de mama. Mas 70% não querem dizer que você vai ter,
até porque aquilo é uma tendência. Desenvolver depende do meio
em que você vive, se fuma, de muitos outros fatores que interferem.
Isso vai criar um certo pânico. E, além do mais, pode criar problemas,
como a companhia de seguros exigir um exame genético para saber as
suas tendências. Nós vamos ter problemas daqui para frente que serão
éticos, morais, comportamentais, relacionados a esse conhecimento que
vem por aí, e eu acho que vai ser um período muito rico de debates.

PODER: Você acredita que na hora em que as pessoas puderem
decidir geneticamente a sua hereditariedade e todo mundo tiver filhos
fortes e lindos, os valores da sociedade vão se inverter e, em vez do belo,
as qualidades serão se a pessoa é inteligente, se é culta, o que pensa?

PN: Mas aí você vai poder escolher isso também. Esse vai ser o problema:
todo mundo vai ser inteligente. Isso vai tirar um pouco do romantismo e da
graça da vida. Pelo menos diante do que a gente está acostumado.
Acho que a vida vai ficar um pouco dura demais, sob certos aspectos.
Mas, por outro lado, vai trazer curas e conforto.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente.
Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades.
Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm
de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de
entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo
em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

PODER: Já aconteceu de você recomendar um procedimento e a pessoa
não querer fazer?

PN: A gente recomenda, mas nunca pode forçar. Uma coisa é a ciência,
e outra é a medicina. A pessoa, para se sentir viva, tem de ter um mínimo
de qualidade. Estar vivo não é só estar respirando. A vida é um conjunto.
Há doentes que preferem abreviar a vida em função de ter uma qualidade melhor.
De que adianta ficar ali, só para dizer que está vivo, se o sujeito perde todas as
suas referências, suas riquezas emocionais, psíquicas. É muito difícil, a gente
tem de respeitar muito.É talvez esse respeito que esteja faltando.
A Ética e a Moral devem voltar as salas de aula,desde a mais tenra idade.

PODER: Como é o seu dia a dia?

PN: Eu opero de segunda a sábado de manhã, e de tarde atendo no consultório.
Na Santa Casa, que é o meu xodó, nós temos 50 leitos, só para pessoas pobres.
Eu opero lá duas vezes por semana. E, nos outros dias, na Clínica São Vicente.
O que a gente mais opera são os aneurismas cerebrais e os tumores. Então,
é adrenalina todo dia. Sem ela a gente desanima e o cérebro funciona mal. (risos)

PODER: Você é workaholic?

PN: Não é que eu trabalhe muito, a minha vida é aquilo. Quando viajo, fico entediado.
Depois de alguns dias, quero voltar. Você perde a sua referência, está acostumado com
aquela pressão, aquele elástico esticado.E como eu disse o cérebro se adapta,se habitua.

PODER: Como você lida com a impotência quando não consegue salvar um paciente?

PN: É evidente que depois de alguns anos, a gente aprende a se defender.
Mas perder um doente faz mal a um cirurgião. Se acontece, eu paro com o
grupo para discutir o que se passou, o que poderia ter sido melhor, onde foi
a dificuldade. Não é uma coisa pela qual a gente passe batido. Se o cirurgião
acha banal perder um paciente é porque alguma coisa não está bem com ele mesmo.

PODER: Como você lida com as famílias dos seus pacientes?

PN: Essa relação é muito importante. As famílias vão dar tranquilidade e confiança
para fazer o que deve ser feito. Não basta o doente confiar no médico.
O médico também tem de confiar no doente. E na família. Se é uma família
que cria caso, que é brigada entre si, dividida, o cirurgião já não tem a mesma
segurança de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes o doente não tem como
opinar, está anestesiado e no meio de uma cirurgia você encontra uma situação
inesperada e tem de decidir por ele. Se tem certeza de que ele está fechado com
você, a decisão é fácil. Mas se o doente é uma pessoa em quem você não confia,
você fica inseguro de tomar certas decisões. É uma relação bilateral, como num
casamento. Um doente que você opera é uma relação para o resto da vida.

Poder: Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda,
quando você acaba de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo". Aí,
a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!". Então, a gente acredita que não fomos
apenas nós. É uma verdade.

PODER: Como você relaxa?

PN: Estudando. A coisa que mais gosto de fazer é ler. Sábado e domingo, depois do
almoço, gosto de sentar e ler, ficar sozinho em silêncio absoluto. A outra forma,
é ouvindo música bem baixinho.

PODER: E o que gosta de ler e de ouvir?

PN: Sobre medicina,história,ou filosofia. Agora estou lendo um livro antigo,
chamado Bandeirantes e Pioneiros, do Vianna Moog, no qual ele compara
a colonização dos Estados Unidos com a do Brasil. E discute por que os
Estados Unidos, com 100 anos a menos que o Brasil, tiveram um
enriquecimento e um progresso tão rápidos. Por que um país se
desenvolveu em progressão geométrica e o outro em progressão aritmética.
Já na música,varia bastante,mas a clássica me relaxa bastante.

23.1.12

ACIDENTES NA ÁGUA

Neste artigo:

- Afogamento
- Acidentes por mergulho

"Feriado, praia, sol, água. Quer combinação melhor do que essa? Mas todo cuidado é pouco quando se trata de água. O afogamento é uma das maiores causas de acidentes principalmente em crianças. Atenção deve ser redobrada, principalmente quando estes baixinhos estiverem se deliciando nas praias e piscinas".

Afogamento

É difícil estimar com certeza o número exato de afogamentos, já que muitos não são informados. Acredita-se que o afogamento seja a segunda causa de morte acidental, a primeira seria o acidente de trânsito. Ocorre predominantemente com indivíduos jovens, de forma que 64% das vítimas têm menos de 30 anos de idade e 26% estão abaixo dos cinco anos. O sexo masculino é acometido mais que o feminino. Já a incidência de quase-afogamento é 500 a 600 vezes maior que a de afogamento. Esses acidentes ocorrem principalmente em áreas nas quais é importante a prática de atividades recreativas na água, mas até a piscina doméstica e a banheira podem ser palcos de eventos letais.

O afogamento é a asfixia que ocorre devido à aspiração de líquido que venha inundar o aparelho respiratório (pulmões), levando à morte. Há interrupção da oxigenação do sangue e da eliminação de gás carbônico, que se acumula no organismo. O quase-afogamento representa a situação na qual a pessoa sobrevive ou é ressuscitada pelo resgate. Em alguns casos, o indivíduo não morre afogado, mas a morte ocorre devido a problemas respiratórios devidos à aspiração de líquido ou a infecções adquiridas, é o chamado "afogamento secundário" ou "tardio".

A pessoa apresenta queda da temperatura do corpo, distensão da barriga, tremores, dores musculares, náuseas e vômitos. É claro que esses sintomas referem-se ao quase-afogamento, já que a pessoa não morreu. O indivíduo pode apresentar-se em parada cardíaca.

Um fator a ser destacado é que o consumo de álcool está bastante associado à ocorrência de acidentes de submersão (afogamento, quase-afogamento). Portanto, o abuso dessa substância pode predispor a esses acidentes.

O mais importante é a prevenção. Recomendam-se as seguintes medidas:

• Bebês: nunca devem ser deixados sozinhos no banho, nem por poucos segundos enquanto a mãe se vira para pegar uma toalha.

• Crianças: além do exposto acima, os pais devem estimulá-las a assumir responsabilidade por sua própria segurança. Elas devem aprender a nadar e a boiar e a identificar situações perigosas. Os pais devem estar sempre próximos, quando elas estiverem na água.

• Adultos: devem estar atentos a suas limitações, especialmente quando suas capacidades estiverem comprometidas pelo uso de drogas (medicamentos, bebidas). Evite nadar sozinho em áreas não supervisionadas ou onde não se conheça as condições locais. Quando pego por uma corrente, nadar em diagonal, e não contra a corrente e, pedir por socorro.

Nos últimos anos houve uma redução do número de mortes por afogamento, no Brasil, o que pode dever-se a uma melhoria dos serviços de salvamento aquático, com maiores investimentos em prevenção. Embora essa função seja de um profissional, o salva-vidas, qualquer pessoa pode ter que tomar uma atitude frente a uma emergência dessas. Entretanto, as pessoas não treinadas podem se expor também a um risco de morte. Algumas dicas são importantes, para que uma pessoa preste um atendimento inicial até a chegada da equipe de salvamento ou resgate:

• Ao identificar um caso de afogamento, não tente nada heróico, chame por socorro;

• Se não houver tempo para aguardar o socorro, procure por alguém próximo que tenha experiência com a água, por exemplo, um surfista;

• A prioridade do resgate não é retirar a pessoa da água e sim fornecer a ela um material de apoio, podendo ser qualquer material que flutue, ou então transportá-la até um local onde ela possa ficar de pé;

• Quando estiver próximo à vítima, tente conversar com ela e peça que ela vire-se de costas para você. Tente também acalmá-la;

• Após fornecer um material de apoio, aproxime-se da vítima. Evite que a vítima o agarre. Essa situação é grave, pois o socorrista e a vítima podem acabar se afogando;

• Transportar a vítima até um local seguro, fora da água. Iniciar a aplicação dos primeiros socorros, como a respiração boca-a-boca, compressões torácicas, etc. De preferência, procure-se informar sobre como realizar essas manobras.

Acidentes por mergulho

No Brasil, existe uma grande quantidade de praias, rios e cachoeiras que garantem a diversão de muitas pessoas. Porém, podem estar relacionados a um grave risco que poucos conhecem: o modo como as pessoas entram na água. Desde crianças, aprende-se a entrar na água mergulhando, o que é facilmente apreensível. O problema reside em saber-se a profundidade do local onde se vai mergulhar. Aproximadamente 90% dos indivíduos que sofrem acidentes ao mergulhar são do sexo masculino, sendo que muitos se tornam tetraplégicos (ou seja, perdem os movimentos dos braços e das pernas). Assim, percebemos a importância desse tema.

Quando uma pessoa mergulha em uma piscina, lagoa ou rio, seu objetivo é entrar na água e sair logo adiante. No entanto, a condição principal para que isso dê certo é que a profundidade do local seja adequada. Quando se trata de uma piscina, é fácil determinar a profundidade, o que não é tão simples quando se trata de uma cachoeira, um rio. Nesses locais, há uma mudança constante do nível da água e do leito.

Se a profundidade não é suficiente para o mergulho, a pessoa pode bater a cabeça no fundo, contra algum obstáculo. A força desse impacto é transmitida ao pescoço que, sendo flexível, predispõe à ocorrência de fratura de vértebras (ossos da coluna espinhal), nesse local. Além disso, o corpo da pessoa continua afundando e seu peso pode agravar a fratura do pescoço, levando provavelmente a lesão da medula espinhal (que carrega os nervos para os braços e pernas). Caso isso ocorra, a pessoa pode perder os movimentos dos membros e, como o pescoço está acima dos braços, ela perde o movimento de todos os membros (ficando tetraplégica).

Por isso, é extremamente importante que sigamos algumas recomendações:

• Cuidado com os mergulhos de ponta, pois nesses casos o corpo afunda rapidamente. Os braços esticados não impedem que você bata com a cabeça.

• Os saltos de pontes, árvores e barrancos estão associados a um risco maior desse tipo de acidente, porque quanto maior for a altura do salto, maior é a força com que seu corpo vai se chocar contra algum obstáculo embaixo d’água.

• Verifique sempre a profundidade do local onde será feito o mergulho. Não confie no local, mesmo que você já o tenha freqüentado várias vezes. Lembre-se que o nível da água muda sempre, bem como o fundo.

Copyright © Bibliomed, Inc. 19 de janeiro de 2012

14.1.12

IRIDOLOGIA








IRIDOLOGIA (o que é?)

“São os olhos a lâmpada do corpo” – Jesus, Mat. 6:22

Na íris do olho, os filamentos nervosos registram tudo o que está ocorrendo com o nosso organismo e partes do corpo. O nervo sensorial periférico transporta mensagens ou impulsos dos órgãos ou tecidos para o cérebro ou para a medula, levando mensagens da pele, das vísceras e dos órgãos dos sentidos. Toda informação fica registrada na íris, que funciona como o micro sistema de todo o organismo. Essa é a razão de Jesus afirmar serem os olhos a lâmpada (ou espelho) do corpo.

Iridologia é a ciência que estuda a íris do olho com o fim de se obter informações a respeito do indivíduo e entender sua constituição, como também suas tendências, e descobrir o estado geral do organismo, com seus desequilíbrios orgânicos e psíquicos, além de ver o estado de acidificação do sangue. Essa abordagem da íris é denominada de Irisdiagnose.

A Iridologia significa o estudo da íris que vai desde a sua anatomia, fisiologia, histologia, farmacologia e patologia, além da possibilidade de se conhecer a constituição geral e parcial do indivíduo. É um método de diagnose de origem desconhecida que foi usado pela ciência médica da antiguidade e pelo médico grego Hipócrates – Pai da Medicina –, cujo conhecimento ele usava para diagnosticar as doenças mediante o estudo da íris do olho. Este método de diagnosticar as enfermidades foi usado pelos profissionais da primeira Medicina científica criada por Hipócrates, e prevaleceu até o ano 200 depois de Cristo, quando a Medicina Holística caiu em desuso para dar lugar à Alopatia.

“A iridologia é, portanto, uma técnica de avaliação da saúde e de análise da condição ácido-alcalina do sangue, e não um sistema de tratamento. Pelos resultados científicos que apresenta em cada exame, pode ajudar a solucionar situações de grande dificuldade orgânica das pessoas que estão vivendo um estilo de vida anti-higiênico. É um sistema de exame, e não uma terapia de cura. Isto precisa ficar bem delineado. Não é magia, é fruto de uma escola de estudo científico”. - Dr. Jean Cabral, PHD em Medicina-Embriologista.

Pela sua ignorância ou falta de discernimento, alguns líderes religiosos envenenam a consciência dos adventistas do sétimo dia afirmando ser a iridologia um método diabólico. Para segurança daqueles que usam e se beneficiam desse método, o Conselho Federal de Medicina (CFM), no Brasil, depois de muitos anos de estudos, em 1998 reconheceu a Iridologia, através do Protocolo 7224/98 em 06/10/1998, às 16:00hs, como um método de diagnóstico não invasivo, onde não cura doenças e nem trata de pacientes, podendo ser utilizada por todos os profissionais capacitados nesta ciência.

Ainda segundo o CFM, a iridologia, como método científico de conhecimento humano, não se enquadra nos Artigos 171, 282, 283, 384, 299 do Titulo VIII Cap. III do Código Penal Brasileiro. Portanto, o Ato de trabalhar como Iridólogo está classificado como Ocupação de Forma Livre baseada na Constituição Brasileira Art. 5, XIII - (cap. 13).

Um estudo sobre iridologia na área veterinária revelou que a íris dos animais selváticos criados em cativeiro é diferente da íris dos animais que vivem em liberdade, na selva. Isto mostra que a alimentação inadequada ou industrializada, como também a adição de hormônios na ração e ministração de vacinas e medicamentos podem modificar a textura da nossa íris, que deveria ser uniforme, com uma só coloração, sem manchas, riscos nem aberturas, ou seja, sem nenhuma alteração.

Conclui-se, portanto, que iridologia não é nada adivinhatório, nem feitiçaria. Pelo contrário, trata-se de ciência de origem divina, com sustentação na Bíblia e na Ciência. A íris, segundo Jesus, em Mateus 6, 22 e 23, revela o nosso estado geral, envolvendo corpo, alma e espírito, além do estado emocional e o nível de toxidade do nosso sangue e, conseqüentemente, as enfermidades que se desenvolvem no cólon intestinal o no cérebro.

Iridologia, portanto, é o estudo da íris que vai desde a sua anatomia, fisiologia, histologia, farmacologia e patologia, iniciando pelo estudo da embriologia. Pelo estudo da íris o iridologista não faz diagnóstico de doenças. A íris revela disfunções e desequilíbrios orgânicos e energéticos, e nunca doença deste ou daquele órgão. Os primeiros sinais de desenvolvimento do corpo aparecem na íris do olho do embrião de 18 dias da sua fecundação. Sendo o olho uma extensão do cérebro, ou melhor, um cérebro externo, este registra tudo o que acontece no organismo a partir do momento que ele é formado. Esse micro sistema do organismo só deixa de registrar os sinais de disfunções orgânicas, vícios, maus hábitos, disfunções e desequilíbrios orgânicos duas horas após a morte do indivíduo.



Fonte: Wilson Dias
Terapeuta Naturopata e Iridólogo.

8.1.12

UTILIDADE PÚBLICA: CÓDIGO DE BARRAS













Dias atrás, uma discussão com algumas pessoas, relacionada à origem dos produtos que consumimos e lembro-me que a referida discussão teve a ver com o AZEITE DE OLIVA pois, por vezes, compramos pensando que é Português ou Espanhol e, na verdade, o mesmo é feito aqui na nossa santa terrinha. Ou mesmo que tenha sido importado, por vezes, o mesmo também é batizado com outro tipo de óleo, na ocasião de embalar, também aqui no Brasil. Porém, existe uma forma de conferir a origem dos produtos, e para tanto, veja a tabela abaixo, com os números iniciais de código de barras dos nossos principais fornecedores.

PARA NÃO COMPRAR GATO POR LEBRE.

Pelos 3 primeiros dígitos do código de barras dá para saber onde foi fabricado qualquer produto. Se desconfiar que um produto é chinês e lá no rótulo diz que é alemão, é só conferir...

690, 691 e 692 made in China .
789 made in Brasil.



00-13: USA & Canada

20-29: In-Store Functions

30-37: France

40-44: Germany

45: Japan (also 49)

46: Russian Federation

471: Taiwan

474: Estonia

475: Latvia

477: Lithuania

479: Sri Lanka

480: Philippines

482: Ukraine

484: Moldova

485: Armenia

486: Georgia

487: Kazakhstan

489: Hong Kong

49: Japan (JAN-13)

50: United Kingdom

520: Greece

528: Lebanon

529: Cyprus

531: Macedonia

535: Malta

539: Ireland

54: Belgium & Luxembourg

560: Portugal

569: Iceland

57: Denmark

590: Poland

594: Romania

599: Hungary

600 & 601: South Africa

609: Mauritius

611: Morocco

613: Algeria

619: Tunisia

622: Egypt

625: Jordan

626: Iran

64: Finland

690-692: China

70: Norway

729: Israel

73: Sweden

740: Guatemala

741: El Salvador

742: Honduras

743: Nicaragua

744: Costa Rica

746: Dominican Republic

750: Mexico

759: Venezuela

76: Switzerland

770: Colombia

773: Uruguay

775: Peru

777: Bolivia

779: Argentina

780: Chile

784: Paraguay

785: Peru

786: Ecuador

789: Brazil

80 - 83: Italy

84: Spain

850: Cuba

858: Slovakia

859: Czech Republic

860: Yugoslavia

869: Turkey

87: Netherlands

880: South Korea

885: Thailand

888: Singapore

890: India

893: Vietnam

899: Indonesia

90 & 91: Austria

93: Australia

94: New Zealand

955: Malaysia

977: International Standard Serial Number for Periodicals (ISSN)

978: International Standard Book Numbering (ISBN)

979: International Standard Music Number (ISMN)

980: Refund receipts

981 & 982: Common Currency Coupons

99: Coupons





Fonte: Email, Mirse Maria Souza Albuquerque

1.1.12

ALIMENTOS ORGÂNICOS CHEGARAM PARA FICAR!















Se perguntassem a você qual tipo de alimento preferiria ingerir, com agrotóxico ou sem agrotóxico, você teria a resposta na ponta da língua? Pois o alimento sem agrotóxico (sem veneno, no linguajar popular) tem sido cada vez mais produzido, vendido e comentado em todos os cantos de nosso país. Até porque ninguém mais duvida dos benefícios que usufruímos quando ingerimos alimento in natura.

Para ser considerado orgânico, o produto tem que ser produzido em um ambiente de produção orgânica, onde se utiliza como base do processo produtivo o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais.

Na agricultura orgânica não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente.
Não são utilizados fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos.
O Brasil, em função de possuir diferentes tipos de solo e clima, uma biodiversidade incrível aliada a uma grande diversidade cultural, é sem dúvida um dos países com maior potencial para o crescimento da produção orgânica.

PRODUTOS ORGÂNICOS E MEIO AMBIENTE

Uma das características fundamentais da produção orgânica é a preocupação com o meio ambiente. Os sistemas orgânicos de produção priorizam o uso responsável dos recursos naturais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. A agricultura orgânica busca diversificar e integrar a produção de espécies vegetais e animais com o objetivo de criar ecossistemas mais equilibrados.

CONSUMO RESPONSÁVEL

Ao consumir produtos orgânicos, você contribui para o fortalecimento dessa grande rede de pessoas e instituições que trabalham em prol de uma melhor qualidade de vida para as gerações atuais e futuras. O consumidor responsável deve considerar e valorizar, no ato da compra, os produtos da estação, os regionais, aqueles que fortalecem os produtores locais e os que têm processo de produção e embalagens que agridem menos o meio ambiente.

SAÚDE

Os produtos orgânicos reduz os riscos à saúde dos trabalhadores rurais uma vez que na produção orgânica eles não estão expostos ao contato com insumos tóxicos; reduz os riscos de contaminação por possíveis resíduos de agrotóxicos presentes nos alimentos e possibilita a melhoria da sua alimentação e de sua família uma vez que os alimentos orgânicos possuem maior riqueza nutricional;

EDUCAÇÃO

O consumo de produtos orgânicos permite o crescimento da consciência sobre a responsabilidade de cada um, como consumidor, com a sustentabilidade ambiental, ao privilegiar em suas compras produtos que eles próprios e seus processos de produção contribuam para a qualidade de vida no planeta e tal cultura ensina as crianças a aprenderem desde cedo a importância do trabalhador rural na produção de alimentos de qualidade sem descuidar da preocupação com o meio ambiente e com o uso racional dos recursos naturais de forma que possam permitir que elas, seus filhos e netos, também tenham no futuro uma boa qualidade de vida.

Para termos uma ideia de como andam o nível de agrotóxicos em nossos alimentos, bom saber que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou que os produtores rurais têm usado agrotóxicos não autorizados no plantio de determinados alimentos, e em 2010 a Vigilância Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados.

Em 42 amostras (1,7%), o nível de agrotóxico estava acima do permitido. Em 37% dos lotes avaliados, não foram detectados resíduos de agrotóxicos.

O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico. Em quase 92% das amostras foram identificados problemas. Em seguida, aparecem o morango e o pepino, com 63% e 57% das amostras com avaliação ruim. Em uma amostra de pimentão foram encontrados sete tipos diferentes de agrotóxicos irregulares. A batata foi o único alimento sem nenhum caso de contaminação nas 145 amostras analisadas.

A agência reguladora constatou também que, das 684 amostras consideradas insatisfatórias, 208 (30%) tinham resíduos de produtos que estão sendo revistos pela Vigilância Sanitária ou serão banidos do país, como é o caso do endossulfan e do metamidófos, que serão proibidos no Brasil nos próximos dois anos.

Em 2010, foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos em 25 estados e no Distrito Federal. São Paulo não participou do programa.

A lista com os dez alimentos com mais amostras contaminadas com resíduos de agrotóxicos é a seguinte:

1) pimentão
2) morango
3) pepino
4) cenoura
5) alface
6) abacaxi
7) beterraba
8) couve
9) mamão
10) tomate

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/anvisa-lista-alimentos-com-mais-agrotoxicos-08122011-2.shl, prefiraorganicos.com.br.