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Exercícios Terapêuticos

Exercícios Terapêuticos
O universo está em constante movimento. O movimento significa vida. O movimento de uma espiral de energia vitaliza a célula única que marca o início de nosso tipo de vida humana. À medida que esse tipo de vida evolui, nós nos constituímos em um ser que constantemente troca energia com o cosmo. À medida que esta energia passa através de nós, ela nos alimenta, nos nutri e cria o movimento interno e externo de nossas vidas. Na expressão natural deste intercâmbio encontramos nossa saúde. O intercâmbio de energia é aumentado pelo movimento, e o movimento perfeito do corpo é uma extensão do interior para o exterior enquanto recebe estímulos que movem do exterior para o interior. (Greg Broòshy)

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10.11.09

MARACUJÁ


Estudos recentes vêm confirmar as propriedades afrodisíacas tradicionalmente atribuídas ao maracujá. Mas também há quem beba a flor da paixão para se reconciliar… com o sono.
Passiflora incarnata L.

Nome Comum: Maracujá
Outros Nomes: Flor-da-paixão, passioflora, maracujá-sylvestre, wild passion flower, flower of the five wounds, apricot vine, may apple, maypops, passionflower, white sarsaparilla, saa’T gulu, ward assa’Ah, carkifelek, charkhi felek.
Sinónimos: Passioflora incarnata fo. alba Waterf., Passioflora incarnata Ker Gawl., Passioflora incarnata var. integriloba DC., Passioflora incarnata var. major Sweet.



As folhas da planta do maracujá eram utilizadas pelos índios americanos para infusões sedativas e analgésicas, e ainda em compressas para acelerar a cicatrização de feridas; dos frutos preparavam tónicos destinados ao alívio da tosse e ao tratamento de disfunções sexuais.

No século XVI o chá de Passiflora era a infusão calmante favorita da Europa e, durante a Primeira Guerra Mundial, tornou-se uma planta importante no tratamento da angústia provocada pela guerra.

Tradicionalmente, o fruto do maracujá tem sido consumido simples, adicionado a sobremesas, doces e gelados, em compotas e geleias, sob a forma de sumos, refrigerantes e em licores. Existindo também registos da utilização das suas folhas em sopas e saladas.

Origens tropicais
A planta do maracujá é originária das regiões tropicais e sub-tropicais da América, em especial do México onde era apreciada pelos Astecas devido às suas propriedades sedativas. Surge espontaneamente em algumas ilhas do Atlântico, sendo ainda cultivada na bacia do Mediterrâneo e nas zonas temperadas da Europa, para a obtenção do fruto comestível - o maracujá.

Esta planta perene é uma trepadora de crescimento rápido que chega a atingir dez metros de altura, exibindo aromáticas flores violetas e frutos castanhos de polpa amarela.

O seu nome comum é flor-da-paixão: a estrutura floral fazia lembrar aos missionários jesuítas, que desembarcaram na América Central no século XVI, os instrumentos de tortura utilizados no episódio bíblico da paixão de Cristo. As flores de cor lilás simbolizam a pureza celestial, a corola (conjunto de pétalas) a coroa de espinhos, os cinco estames vermelhos (órgãos masculinos da flor) as cinco chagas e os três estiletes (órgãos femininos) aludem aos pregos utilizados na crucificação de Cristo.

Anti-depressivo… sem efeitos secundários
A utilização clínica da planta do maracujá é recente e data do século XIX, quando foi publicado que possuía propriedades analgésicas e prevenia as insónias, sem efeitos colaterais. Os seus constituintes químicos primários, alcalóides e flavonóides, parecem ser os responsáveis pela acção relaxante e anti-depressiva da planta.

Passioflora incarnata é utilizada para induzir o sono e o relaxamento de forma natural, sem causar habituação nem dependência. Actua ao nível da espinal medula, provavelmente por interacção com receptores das endomorfinas, diminuindo a intensidade dos estímulos externos que chegam ao sistema nervoso central. As suas características analgésicas, antiespasmódicas, hipotensoras e sedativas, fazem com que as preparações contendo maracujá sejam aconselhadas no caso de nervosismo, ansiedade, depressão, insónias, dificuldades de concentração, sindroma pré-menstrual e espasmos gastro-intestinais de origem nervosa.

Problemas cardiovasculares, hiperactividade infantil, asma, doenças coronárias, circulação sanguínea insuficiente e dependências alcoólicas e narcóticas são ainda outras situações em que a planta pode ser útil. Alguns estudos indicam também alguma actividade anti-inflamatória, recorrendo-se, por isso, à aplicação tópica de compressas com sumo do fruto para cuidar irritações cutâneas e oculares e desinfectar feridas.

As sementes secas apresentam propriedades anti-helmínticas (anti-parasitária). E ensaios recentemente efectuados em animais confirmam as tradicionais propriedades afrodisíacas atribuídas ao maracujá.

Dosagens e segurança

Normalmente, as dosagens são de 0.5 a 2 g, em três tomas diárias no caso do extracto seco; 1 a 4 ml de tintura (diluição 1:8), a tomar 3 a 4 vezes por dia, e 2,5 g de planta seca por litro, em infusão.Quem sofre de insónias poderá reconciliar-se com o sono, tomando uma chávena de infusão, preparada com uma colher de chá da planta seca, antes de deitar.

Até ao momento, não existem relatos de contra-indicações nem de interacções medicamentosas associadas ao uso desta planta, sendo de utilização segura mesmo durante a gravidez.

Por: Pedro Lôbo do Vale

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